# Por que pedi demissão depois de 10 anos de carreira?

> Published 2026-10-11T02:09:36.275Z on https://www.crazystack.com.br/pt/p/por-que-pedi-demissao-depois-de-10-anos-de-carreira/
> Source video: https://www.youtube.com/watch?v=Ai1ePOZIM-E

Ele pediu demissão de um cargo de liderança em uma fintech dos Estados Unidos para apostar no próprio canal e em projetos próprios. A decisão veio depois de 10 anos de carreira, jornadas de 60 horas semanais e um período nômade que provou que trabalho e viagem não convivem bem. Neste artigo, você vê os números e o plano financeiro por trás da saída.

Ele pediu demissão depois de 10 anos de carreira porque o trabalho de 60 horas semanais não sobrava espaço para o YouTube nem para a vida pessoal. A decisão veio por tempo, não por dinheiro.

## Por que ele pediu demissão depois de 10 anos de carreira

Ele deixou um cargo de liderança em uma fintech dos Estados Unidos para se dedicar ao [YouTube](https://www.youtube.com) e a projetos próprios. A razão central não foi salário nem briga com a empresa, foi tempo: a jornada de 60 horas semanais não deixava espaço para descanso, para o período nômade recém-iniciado nem para o projeto paralelo que já crescia.

O criador Augusto Galego, que produz conteúdo sobre algoritmos e engenharia de software, explica no vídeo publicado em 30 de setembro de 2026 que a decisão era esperada. Ele mesmo descreveu a jornada como temporária desde o começo: a ideia era juntar dinheiro enquanto aguentava o tranco e escolher um caminho em algum momento. Esse momento chegou.

Os motivos da saída se resumem a três:

1. Carga insustentável de 60 horas semanais, sem tempo para descanso ou vida nômade.
2. O projeto paralelo no YouTube já mostrava crescimento e pedia dedicação real.
3. A carreira formal de 10 anos — sem nunca ficar mais de um mês sem emprego — já havia cumprido seu papel de acumular recursos.

Para quem ocupa um cargo de gestão em uma startup e mantém um canal em paralelo, alguma coisa quebra mais cedo ou mais tarde. Ele preferiu que a coisa a quebrar fosse o vínculo formal, não o projeto que ele gosta.

## Quanto ele trabalhava: os números da sobrecarga

As contas do vídeo deixam claro por que a rotina não se sustentava. Somadas, a liderança na empresa e a produção do canal passavam de 60 horas por semana, com picos ainda maiores quando o trabalho apertava. Segundo o próprio criador, eram cerca de 40 horas no emprego, um pouco mais, e umas 20 horas no YouTube.

O detalhe que fecha o quadro vem da história de férias. Os dois primeiros anos de contrato foram como PJ, período em que ele tinha apenas alguns dias entre Natal e Réveillon. No primeiro ano como CLT, ele trocou de emprego antes de conseguir tirar férias e voltou a ser PJ. No ano seguinte, na Europa, a mesma sequência se repetiu: troca de emprego, férias perdidas, retorno ao PJ. Uma década nessa pegada, sem um intervalo longo de descanso.

Se você trabalha em um emprego e mantém um projeto paralelo, vale fazer a mesma conta. Some as horas reais, não as contratadas, e pergunte quanto sobra de energia para o que deu origem ao projeto paralelo. No caso do vídeo, a resposta foi uma decisão: pedir demissão e reduzir a carga para as 20 horas semanais do canal durante um ou dois meses.

## O plano financeiro por trás da demissão

A saída não aconteceu no escuro. O criador relata que trabalhou quatro anos para empresas do exterior e construiu uma reserva com folga. As viagens do período nômade já estão pagas até o fim do ano, e boa parte das passagens e hospedagens é reembolsável, o que cria uma camada extra de flexibilidade caso ele precise mudar de plano.

A renda do canal, que inclui vídeos, publicidades e cursos, já existe e ele acredita que se sustenta com uma redução do padrão de vida a partir de dezembro. O plano de contenção é explícito: se as coisas não engrenarem até o início de 2027, por volta de fevereiro, ele baixa drasticamente o custo de vida e continua tentando por mais tempo, ou volta ao mercado de trabalho sem drama.

Esse tipo de rede de segurança é o que separa uma aposta calculada de um impulso. Ele se descreve como paranoico com dinheiro e mantém mais de uma fonte de renda em vista o tempo todo. Para quem está pensando em fazer o mesmo, o roteiro do vídeo funciona como um checklist mínimo: reserva construída, renda parcial garantida, prazo de avaliação definido e um plano B aceito de antemão.

## Os três projetos depois da saída da CLT

O primeiro projeto é uma parceria com uma empresa internacional, ainda sob contrato de confidencialidade. O criador diz que vai manter o controle de pelo menos metade de cada empreendimento, com sócios e parceiros comerciais, mas sem investidor e sem dono.

### Projeto 1: parceria internacional

A negociação está em andamento e envolve o desenvolvimento de um projeto em conjunto. Não há detalhes públicos ainda, e ele mesmo evita prometer prazos enquanto o contrato não fecha.

### Projeto 2: lançar um aplicativo

O segundo é lançar um aplicativo, talvez acompanhado de um SaaS, e documentar toda a jornada no canal, incluindo as falhas. Ele cita a estatística de que a maioria das startups fracassa e assume o risco com humor: se der errado, o conteúdo fica; se der certo, também.

### Projeto 3: o plano C

O terceiro projeto é algo que ele quer fazer há bastante tempo e deve aparecer no canal entre novembro e janeiro, com possibilidade de atraso se os dois primeiros consumirem todo o tempo. Nenhum dos três substitui o YouTube: o canal mantém a frequência atual de vídeos, com meta de ganhar qualidade agora que há mais tempo disponível.

## O que mudou desde a última vez que ele empreendeu

Essa não é a primeira tentativa. Quando ele saiu de uma startup na Alemanha, o negócio queimava caixa, precisou pivotar rápido e acabou incorporado por outra empresa, em um processo de acqui-hiring. Ele passou então a trabalhar nessa nova empresa, uma fintech americana, com salário estável e um cargo bom — exatamente o emprego de onde pediu demissão agora.

A diferença declarada desta vez é maturidade e estrutura. Ele não vai tentar sozinho, mas também não vai aceitar sócio controlador: cada parceria mantém metade do controle com ele. E ele faz uma promessa pública que ecoa com quem acompanha canais como o do [Gustavo Dev Doido](https://crazystack.com.br) e os cursos de formação em desenvolvimento, como o Crazystack Typescript e o Bootcamp do Dev Doido: aprender a delegar, formar sociedade e contratar gente, em vez de carregar tudo sozinho como na primeira rodada.

Existe também uma saída aberta para o futuro. Se surgir uma oportunidade em uma startup em que ele acredite de verdade, com participação relevante e identificação com o projeto, ele não descarta voltar ao mundo corporativo. A aposta atual, porém, é clara: primeiro apostar em si mesmo.

## Lições para quem quer pedir demissão para empreender

Se você está considerando a mesma movimentação, o vídeo deixa três lições aplicáveis antes mesmo de assinar a carta de demissão.

1. Construa a reserva antes de sair, não depois. Quatro anos de trabalho internacional deram a ele a margem para sustentar um ou dois anos de tentativa com custo de vida reduzido.

2. Garanta uma renda parcial que já exista. No caso, o canal e os cursos já pagam as contas com um padrão de vida menor. Empreender sem nenhuma renda transforma a decisão em corrida contra o relógio.

3. Defina o ponto de avaliação. Fevereiro é a data-limite declarada: ou os projetos se sustentam, ou ele corta custos de vez ou volta ao mercado. Sem esse prazo, a tentativa vira indefinição.

Uma última lição é sobre honestidade com o próprio tempo. Ele reconhece que viajar o mundo trabalhando 60 horas por semana não faz sentido, e que o descanso de um ou dois meses é parte do plano, não preguiça. Se a sua rotina atual não deixa espaço para o que motivou a mudança, talvez o problema seja a carga, não a disciplina.

## Perguntas frequentes

- **Por que ele pediu demissão?** Ele pediu demissão porque a soma de um cargo de liderança em uma fintech americana com 20 horas semanais de YouTube chegava a mais de 60 horas por semana. A carga era insustentável e impedia tanto o descanso quanto o crescimento do canal.

- **Ele saiu com dinheiro guardado?** Sim. Ele relata quatro anos trabalhando para empresas do exterior e uma reserva que permite sobreviver bastante tempo com custo de vida reduzido. As viagens até o fim do ano já estão pagas, e a renda do canal cobre as despesas com um padrão mais baixo a partir de dezembro.

- **Quais são os próximos projetos?** São três: uma parceria com uma empresa internacional ainda em negociação, o lançamento de um aplicativo documentado no canal e um terceiro projeto previsto para o fim de 2026 ou o início de 2027. Nenhum deles envolve investidor ou sócio controlador.

- **O que acontece se os projetos não derem certo?** Ele definiu fevereiro como ponto de avaliação. Se nada engrenar, ele reduz drasticamente o custo de vida e continua tentando, ou volta ao mercado de trabalho, acumula mais experiência e tenta de novo mais tarde.

- **O canal vai mudar?** Não. Ele promete manter a frequência atual de vídeos e aumentar a qualidade, já que terá mais tempo. A jornada empreendedora será documentada nos próprios vídeos.

## Transforme a sua própria jornada em conteúdo escrito

Decisões de carreira como essa rendem conversas, mas o que fica registrado costuma ser só o vídeo. Se você também tem lições, bastidores e explicações presos em gravações, vale transformá-las em texto para quem prefere ler. O [Skala Blog](https://skalablog.com) faz exatamente esse caminho: você cola a URL do vídeo do YouTube, a ferramenta transcreve e gera um artigo estruturado, pronto para revisar e publicar. Do mesmo jeito que este texto nasceu de uma conversa em frente à câmera, o seu conteúdo pode ganhar uma segunda vida em formato escrito.

[Source video](https://www.youtube.com/watch?v=Ai1ePOZIM-E)
