# Flipadores de token: vale a pena entrar nessa?

> Published 2026-09-15T21:25:55.893Z on https://www.crazystack.com.br/pt/p/flipadores-de-token-vale-a-pena-entrar-nessa/
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Flipadores de token são pessoas que criam produtos virais com pouca chance de sucesso no longo prazo, mas faturamento rápido e quase imediato. Lucas Montano cunhou o termo em 2025 para descrever o Outbid e outros sites de leilão de posição. A lógica é diferente de um SaaS tradicional.

## O que são flipadores de token e por que surgiram agora

Flipadores de token são desenvolvedores que criam produtos virais com pouca chance de sucesso duradouro, mas faturamento rápido, geralmente em dias, aproveitando a atenção gerada por novidade. O termo foi cunhado por Lucas Montano em 2025, que o apresentará na palestra do Front em Floripa em 28 de novembro de 2025.

A base do conceito é simples: você lança um projeto que chama atenção por ser absurdo, engraçado ou totalmente novo. Em vez de construir audiência antes, você usa os algoritmos das redes sociais para distribuir o conteúdo viral. O dinheiro vem de anúncios, leilões de posição, assinaturas ou da venda indireta de leads para outros produtos.

Montano observou que a janela de interesse dos algoritmos ficou menor e mais volátil. Quem assiste a um vídeo sobre um tema específico pode receber conteúdos semelhantes em sequência, independentemente da profissão. Isso permite que criadores com 10 mil ou 20 mil seguidores alcancem faturamento alto em pouco tempo.

Diferente de um SaaS clássico, o flipador de token assume o risco de que o produto pode perder relevância depois do pico. O objetivo é capturar valor durante a onda, e não necessariamente manter o negócio por anos.

## Outbid: o caso que popularizou o termo

O Outbid é um site onde qualquer pessoa paga para listar seu produto na primeira posição de um ranking. Criado pelo alemão Jonathan Wilk, ele arrecadou cerca de 220 mil dólares em uma semana, segundo dados citados por Lucas Montano no vídeo.

O primeiro lugar recebeu um lance de 17 mil dólares, enquanto o segundo e o terceiro ficaram em torno de 16 mil e 14 mil. O site chegou a 1.371.171 views, o que resulta em um custo por view de aproximadamente 14 centavos. Para quem pagou 17 mil, foram cerca de 55 mil cliques, gerando um CPC de 30 centavos.

Esses números são muito menores do que mídia paga tradicional, mas ainda assim altos se comparados a anúncios dentro do ChatGPT, que Montano testou a 10 centavos de CPC. A grande vantagem do Outbid não foi o custo por clique, e sim a novidade: ninguém tinha visto um site onde a posição era leiloada abertamente.

Depois do sucesso, surgiram várias cópias, como o Get Podium e o Bid mais Social, que não repetiram o desempenho. A diferença, segundo Montano, está na novidade e na capacidade de gerar curiosidade, não no tamanho da audiência do criador.

## Melhor Lance: a versão brasileira feita em 5 horas

O Melhor Lance é uma cópia brasileira do Outbid, criada por Lincol Xavier. Ele levou cerca de 5 horas para colocar o projeto no ar e, segundo o vídeo, já faturava R$ 10 mil. O número pode ter aumentado depois da gravação.

O site teve 14 mil visitantes e 36 mil paid views, com o primeiro lugar recebendo 919 cliques. Isso dá um CPC de aproximadamente 21 centavos de dólar, melhor que o do Outbid americano. A audiência brasileira tem menos poder de consumo, mas o custo por clique também é menor.

O caso mostra que velocidade é essencial. Quem replica um formato viral precisa executar rápido, antes que o mercado sature de cópias. O Melhor Lance nasceu depois do Outbid e conseguiu capturar parte da atenção.

Montano twittou sugerindo que alguém criasse uma versão brasileira, e surgiram cerca de 10 projetos semelhantes. A maioria não deu certo, mas o primeiro a executar com clareza conseguiu resultados.

## Mark e o leilão do corpo: quando a novidade é o produto

Mark é um vibe coder conhecido no X que leiloa espaço no próprio corpo para uma competição de HX. Ele já captou 112 mil dólares com a brincadeira, segundo dados do vídeo. O site teve 12 mil views em um único dia.

Os patrocinadores incluem marcas maiores, como a Rigfields, que pagou 4 mil dólares por 9 mil views. O custo por view não compensa financeiramente, mas o valor está em participar de algo inédito e gerar conversa.

Aqui, o produto não é o espaço no corpo, e sim a história. O flipador de token vende a atenção que a história gera, e não um serviço com utilidade prática. O modelo funciona enquanto a novidade durar.

## O preço do FOMO: o caso de Frederick

Frederick escalou um aplicativo para 10 mil dólares por mês em três meses e passou de 1.500 para 15 mil seguidores no X. Mesmo assim, entrou em depressão depois de atingir as metas que tinha se proposto.

Ele decidiu recomeçar com um novo app em uma nova temporada, mirando 10 mil dólares por mês em novembro. O caso ilustra o lado psicológico do movimento: a busca constante por validação e resultados rápidos pode levar ao esgotamento.

Montano alerta para o risco de FOMO. A velocidade e o pico de atenção têm um custo emocional, e nem todo mundo está preparado para lidar com a queda depois que a onda passa.

## Como criar um produto viral: o exemplo do aplicativo de idiomas

Montano dá um exemplo prático: em vez de gravar um vídeo comum sobre aprender inglês, você cria uma situação inusitada, como uma gringa aprendendo português. O vídeo viraliza no Brasil e gera milhões de views.

O formato não menciona o produto em nenhum momento. A influenciadora aparece chorando e o aplicativo surge na tela, sem link na bio. Você pode replicar o vídeo várias vezes, com influenciadoras e palavras diferentes, até que um deles viralize.

A lógica se aplica a qualquer projeto. Você encontra uma funcionalidade do seu produto que gera controvérsia ou curiosidade e a transforma em conteúdo. O produto aparece como consequência, não como anúncio.

No caso do PSUA, um app de apoio a entrevistas e reuniões, a equipe encontrou um formato que viraliza por gerar debate. O formato é o que importa, não o código.

## Algoritmos, atenção e a nova distribuição

Os algoritmos das redes sociais mudaram a lógica de distribuição. Antes, você via conteúdo de pessoas que seguia ou de interesses declarados. Agora, a janela de interesse é menor e baseada em comportamento recente.

Se você assiste 10 segundos de um vídeo sobre cavalos, o algoritmo começa a mostrar mais conteúdo semelhante, mesmo que você não tenha interesse real. Isso permite que um formato viral se espalhe rapidamente, independentemente do nicho.

Para o flipador de token, isso significa que a audiência inicial não precisa ser grande. O que importa é a capacidade de criar um formato que se propague sozinho, usando música, edição ou situações inusitadas.

## Vale a pena ser um flipador de token? Riscos e limitações

Ser um flipador de token não é garantia de sucesso. A maioria dos projetos não viraliza, e mesmo os que viralizam podem perder relevância em semanas. O modelo exige tolerância a fracassos repetidos e capacidade de executar rápido.

Montano não afirma que essa é a melhor forma de criar projetos, e sim uma nova forma. Ele reconhece que o produto precisa atrair atenção, converter e, idealmente, reter. A retenção é a parte mais difícil e raramente acontece.

Além disso, o movimento depende de plataformas e algoritmos que mudam constantemente. O que funciona hoje pode não funcionar amanhã. Quem entra precisa aceitar essa volatilidade.

## FAQ sobre flipadores de token

- **O que é um flipador de token?** É um desenvolvedor que cria produtos virais com pouca chance de sucesso duradouro, mas faturamento rápido, aproveitando a atenção gerada por novidade. O termo foi cunhado por Lucas Montano em 2025.

- **Quanto o Outbid faturou?** Cerca de 220 mil dólares em uma semana, segundo dados citados no vídeo. O primeiro lugar pagou 17 mil dólares por 55 mil cliques, resultando em um CPC de 30 centavos.

- **Qual a diferença entre flipador de token e SaaS?** O SaaS busca retenção e crescimento sustentável. O flipador de token foca no pico de atenção e no faturamento rápido, aceitando que o produto pode perder relevância depois.

- **Preciso ter audiência para ser um flipador de token?** Não necessariamente. Jonathan Wilk tinha 28 mil seguidores no Twitter e faturou 220 mil dólares. A novidade e a capacidade de viralizar são mais importantes que o tamanho da audiência.

- **Quanto tempo leva para criar um produto viral?** Lincol Xavier criou o Melhor Lance em cerca de 5 horas, segundo o vídeo. A velocidade é um fator crítico para aproveitar a onda antes que o mercado sature.

- **O que é o Melhor Lance?** É uma versão brasileira do Outbid, criada por Lincol Xavier. O site permite pagar para subir no ranking e já faturou R$ 10 mil, segundo dados do vídeo.

- **Quais os riscos do movimento?** A maioria dos projetos não viraliza, e os que viralizam podem perder relevância rapidamente. Há também o risco de esgotamento psicológico, como no caso de Frederick.

- **Por que o aplicativo de idiomas foi citado?** Como exemplo de formato viral: uma gringa aprendendo português gera milhões de views sem mencionar o produto. O aplicativo aparece na tela e o vídeo pode ser replicado várias vezes.

- **O que é o Bootcamp do Dev Doido e como ele se relaciona?** O Bootcamp do Dev Doido é um programa de formação para desenvolvedores que querem criar projetos reais. Ele pode ser útil para quem quer aprender a executar rápido, como os flipadores de token. Você encontra mais informações em [Crazystack](https://crazystack.com.br).

## Conclusão: uma nova forma de criar projetos

Montano encerra o vídeo dizendo que não se trata da melhor forma de criar um projeto, mas de uma nova forma. A IA permite executar ideias simples e virais em horas, e os algoritmos ajudam a distribuí-las.

Ele acredita que o brasileiro tem potencial para criar ideias originais, desde que deixe de lado o preciosismo e a vergonha de executar algo que parece absurdo. O movimento dos flipadores de token é uma oportunidade para quem aceita o risco.

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[Source video](https://www.youtube.com/watch?v=BJogYH_L0zk)
