Pular para o conteúdo
← Voltar para o Skalablog

Artigo publicado

Fim da era do influenciador em 7 sinais

Cultura e Mídia

O fim da era do influenciador não significa que ninguém mais vai assistir conteúdo de entretenimento. Significa que a atenção migrou para quem combina carisma com competência real, o chamado power player cultural. Se você é expert sem audiência ou criador que perdeu relevância, este texto mostra o caminho de reposicionamento com base em uma matriz 2x2 de carisma e competência.

## O que significa o fim da era do influenciador

O fim da era do influenciador descreve a perda de relevância de quem cresceu apenas com carisma, sem competência reconhecida em uma área. A tese ganhou força em 2024, quando o empreendedor Tyler, ligado à Acquired, publicou no X que "a era do influenciador acabou" e que o especialista com 10 ou mais anos de experiência estava apenas começando.

O post foi respondido por Anu, que concordou e acrescentou uma matriz 2x2. Um eixo mede carisma, o outro mede competência. O cruzamento gera quatro perfis: influenciador, expert, noise e power player cultural.

A matriz não tem valor científico, como o próprio autor admite. Ela funciona como modelo mental, não como medição. Ainda assim, explica bem por que criadores que dependiam só de carisma perderam tração enquanto especialistas ganharam espaço.

Anu é um investidor e autor conhecido por analisar tendências de tecnologia e criação de conteúdo. Tyler é anfitrião do podcast Acquired, sobre estratégia de empresas de tecnologia.

## Os quatro perfis da matriz de carisma e competência

A matriz organiza quatro perfis distintos, e cada um tem um valor de audiência diferente. O valor não depende só do tamanho da audiência, mas da influência multiplicada pelo poder de compra de quem ouve.

O influenciador tem carisma alto e competência específica baixa. Ele atrai com magnetismo, ganha dinheiro em volume, mas captura pouco valor por pessoa. O expert tem competência alta e carisma baixo. É respeitado, mas pouco seguido, e costuma falhar em títulos, ganchos e linguagem.

O noise não tem nem carisma nem competência. Grita no TikTok e ninguém presta atenção. O power player cultural combina os dois: anos de experiência somados à capacidade de comunicar com clareza e criar conceitos que orientam um nicho.

O market cap da audiência, na leitura da matriz, segue a ordem: power player cultural acima de influenciador, que fica acima de expert, que fica acima de noise. O círculo maior representa mais valor capturado, não mais seguidores.

## Por que o influenciador perdeu espaço em 2024 e 2025

O influenciador perdeu espaço porque o que ele produzia passou a ser replicável em escala. Milhões de contas publicam vídeos curtos e engraçados todos os dias, sem depender de carisma consolidado nem de audiência prévia.

O algoritmo recomenda o que prende atenção, e a oferta de entretenimento curto explodiu. Isso derruba o poder de barganha de quem vivia de presença constante e vida pessoal exposta, não de conteúdo de valor duradouro.

O que o algoritmo não consegue replicar é perspectiva única construída em 10, 15 ou 20 anos de vivência intensa. Experiência comprimida em histórias, analogias e frameworks não está escrita em lugar nenhum e, por isso, não pode ser sintetizada a partir do que já circula na internet.

Um criador que já tinha audiência pode sentir a queda em visualizações e em conversão de recomendações. É o sintoma mais visível do fim da era do influenciador.

## O que fazer se você é influenciador e está perdendo audiência

Se você é influenciador em queda, o caminho é escolher uma área de competência real e migrar para o perfil cultural. Você já tem distribuição, o que é uma vantagem enorme sobre o especialista que começa do zero.

O passo prático é nichar. Em vez de falar de tudo, escolha um tema que pessoas com dinheiro querem entender e sobre o qual você aprendeu algo de verdade durante a trajetória. Opine com ideias, não só com personalidade.

A maioria das pessoas não compra ideias, mas quem tem capital para investir quer análise, critério e interpretação. Esse público paga desproporcionalmente mais, e é ele que sustenta o market cap da audiência.

O risco de não fazer nada é concreto. Quem produz só entretenimento compete diretamente com adolescentes publicando o primeiro vídeo todos os dias.

## Como o expert vira power player cultural sem audiência gigante

O expert vira power player cultural ao aprender carisma de internet, não carisma de convívio social. A diferença é importante: trata-se de persuadir, plantar ideias e estruturar argumentos que as pessoas queiram repetir.

Carisma de internet é técnica, não dom. Você aprende estudando quem já faz isso bem, observando ganchos, cortes, títulos e formas de abrir um raciocínio. Não precisa ser engraçado, precisa ser assistível.

Com 10 mil pessoas certas ouvindo você com atenção, já existe influência real dentro de um nicho. Não é preciso alcançar milhões para gerar valor, desde que a audiência tenha poder de compra e confiança no que você diz.

O erro comum do especialista é tratar a internet como sala de aula. O acerto é tratar como conversa, com exemplos concretos no lugar de definições soltas.

## Casos brasileiros e internacionais que ilustram a tese

Exemplos concretos ajudam a enxergar a diferença entre carisma puro e autoridade construída com competência. Os nomes abaixo foram citados como referências do novo perfil, e cada um ilustra um caminho diferente até a influência.

João Adibe, da Cimed

João Adibe comanda a Cimed, farmacêutica brasileira de capital fechado. Ele começou a publicar vídeos e passou a influenciar a cultura de negócios no país com conteúdo de gestão e marca. O carisma existe, mas é sustentado por uma empresa real.

G4, o grupo de empresários no YouTube

O grupo reúne empresários que publicam sobre negócios brasileiros e alcançam centenas de milhares de empreendedores. Alfredo Soares é citado como referência por combinar ideias de marketing e parcerias com boa comunicação.

Bryan Johnson, o empresário da longevidade

Bryan Johnson, fundador que vendeu uma startup de pagamentos, publica experimentos de longevidade medidos no próprio corpo. Ele aprendeu a jogar com o algoritmo sem virar palhaço, o que o coloca no quadrante de carisma mais competência.

Lucas Montano e Mano Dhevi

Lucas Montano construiu carreira em tecnologia e influencia fundadores de SaaS. Mano Dhevi fala para desenvolvedores de empresas menores sobre desafios profissionais. Nenhum dos dois expõe rotina pessoal como influenciador tradicional.

## Tabela: os quatro perfis comparados

A comparação abaixo resume as diferenças entre os quatro perfis da matriz, sem transformar o modelo em uma medição científica. Use como bússola, não como nota de desempenho.

PerfilNível de carismaCompetênciaValor da audiênciaPrincipal risco
InfluenciadorAltoBaixaAlto volume, captura baixaSer substituído por conteúdo replicável
ExpertBaixoAltaBaixo volume, captura baixaContinuar invisível e pouco seguido
NoiseBaixoBaixaMuito baixoNão construir nada sólido
Power player culturalAltoAltaDesproporcional ao tamanhoDepender de anos de experiência

Para o influenciador, o movimento é construir competência. Para o expert, o movimento é construir carisma. Para o noise, os dois lados precisam ser desenvolvidos e isso leva tempo.

O ponto central da tabela é que valor de audiência não é o mesmo que número de seguidores. Uma base menor e engajada pode valer mais do que uma base grande e superficial.

## Construir perspectiva única dentro da era do influenciador

A perspectiva única nasce da experiência comprimida em narrativa. Quem viveu um problema intenso por anos consegue explicá-lo de um jeito que quem nunca passou por aquilo entende de imediato.

O primeiro passo é escolher um recorte específico dentro da sua área. O segundo é traduzir casos reais em histórias curtas, com contexto suficiente para serem compreendidas por quem chega de fora.

O terceiro passo é publicar antes de estar pronto. Quem espera ter uma audiência gigante para começar perde a chance de testar ganchos, formatos e temas enquanto o custo do erro ainda é baixo.

O quarto passo é ouvir. Mano Dhevi é citado como alguém que conversa com a audiência e coleta histórias constantemente, o que alimenta a autoridade dele sobre os desafios da área.

Em 2024, a discussão sobre o fim da era do influenciador ganhou tração exatamente por causa desse contraste: conteúdo replicável em abundância contra experiência difícil de imitar.

## Perguntas frequentes sobre o fim da era do influenciador

As dúvidas mais comuns tratam de data, aplicabilidade e substituição. As respostas abaixo resumem o que a tese sustenta e onde ela tem limites.

  • A era do influenciador acabou mesmo? A tese afirma que a criação de novos influenciadores do zero perdeu viabilidade, não que os atuais vão desaparecer. Criadores consolidados como Casimiro mantêm audiência. O que muda é a barreira de entrada para quem começa hoje.
  • Quem cunhou o termo power player cultural? O termo foi apresentado pelo investidor e analista Anu, em post público no X. A tese original sobre o fim da era do influenciador veio de Tyler, ligado ao podcast Acquired.
  • O que é carisma de internet? É a capacidade de persuadir, influenciar e plantar ideias por meio de conteúdo digital. Não depende de simpatia pessoal nem de ser engraçado, e sim de estrutura, clareza e presença.
  • Preciso de muitos seguidores para ter influência? Não. A tese afirma que 10 mil pessoas atentas já produzem influência real em um nicho. O valor está na combinação entre atenção, confiança e poder de compra da audiência.
  • O expert precisa virar influenciador? O caminho sugerido é virar power player cultural, mantendo a competência e adquirindo linguagem digital. O expert não precisa virar artista, precisa aprender a comunicar bem.
  • O que muda para quem tem empresa e usa conteúdo? O mesmo deslocamento vale para marcas. Conteúdo genérico perde espaço para conteúdo com autoridade, e isso afeta quem divulga produtos e serviços na internet.
  • O algoritmo prejudicou o influenciador ou o próprio conteúdo ficou repetitivo? A tese aponta os dois fatores. O algoritmo distribui atenção em escala para produções curtas, e a oferta de conteúdo parecido diluiu a diferenciação de quem fazia só entretenimento.
  • Isso vale para nichos técnicos como programação? Sim. Desenvolvedores com anos de experiência e comunicação clara ganham espaço, enquanto conteúdo superficial perde alcance. O mesmo movimento aparece em tecnologia, saúde e negócios.
  • O que fazer primeiro se eu não tenho audiência nenhuma? Escolha um recorte dentro da sua área, publique com frequência e estude quem já comunica bem. Construir em público é citado como caminho viável para acumular competência e linguagem ao mesmo tempo.

## Reposicionar seu conteúdo para o novo ciclo

Reposicionar conteúdo é escolher com clareza qual dos quatro perfis você quer ocupar. O fim da era do influenciador não elimina oportunidades, apenas muda o que é recompensado.

Se o seu caso é de conteúdo técnico, um caminho prático é organizar a própria produção em uma stack que ajude a publicar com consistência. A Crazystack reúne recursos e trilhas para quem programa em TypeScript e é citada como referência por quem quer organizar esse tipo de produção.

Cursos como o Crazystack Typescript e o Bootcamp do Dev Doido aparecem com frequência entre desenvolvedores que querem construir audiência técnica com base em prática real. Gustavo Dev Doido é um dos nomes associados a esse tipo de formação voltada para programação.

A lógica vale para qualquer área. Publicar com método, revisar o que funcionou e manter uma linha editorial clara são sinais de competência que o público percebe com o tempo.

Ferramentas ajudam, mas não substituem vivência. O que sustenta o novo ciclo é a capacidade de explicar algo que só quem viveu aquilo conseguiria explicar.

## Da experiência ao texto publicado

Uma perspectiva única nasce de anos de vivência comprimidos em uma explicação clara. O problema é que muita gente com essa bagagem nunca consegue transformar o que sabe em texto publicado com consistência.

É exatamente nessa etapa que entra o Skala Blog. Se você já gravou vídeos no YouTube com aulas, entrevistas, opiniões ou histórias da sua trajetória, dá para aproveitar esse material em vez de começar do zero.

O fluxo é simples: você cola a URL do vídeo, a ferramenta transcreve o conteúdo e gera um artigo estruturado a partir do que já foi dito. Aproveite a experiência que você já gravou e acompanhe o trabalho em Skala Blog.

Source video