# Existe alternativa gratuita ao Heroku de verdade?

> Published 2026-10-10T12:05:48.145Z on https://www.crazystack.com.br/pt/p/existe-alternativa-gratuita-ao-heroku-de-verdade/
> Source video: https://www.youtube.com/watch?v=6z33Ov5i-90

Sim, existe uma alternativa gratuita ao Heroku: o Coolify, uma plataforma open source que você instala na sua própria VPS e que faz deploy automático a partir do GitHub. No tutorial a seguir, você publica uma API Node.js com MongoDB usando Docker Compose em poucos minutos, sem pagar por plataforma de deploy.

## O que é o Coolify e por que usar como alternativa gratuita ao Heroku

O [Coolify](https://coolify.io) é uma plataforma open source de deploy auto-hospedada que funciona como alternativa gratuita ao Heroku, Vercel e Netlify. Você instala o painel em um servidor que é seu, conecta repositórios do GitHub e publica aplicações Docker, estáticas ou por Docker Compose com poucos cliques.

O projeto fica no repositório [coollabsio/coolify](https://github.com/coollabsio/coolify) e se posiciona como uma plataforma de deploy com possibilidade de self-hosting, entrega contínua e bancos de dados gerenciados. Vale o mesmo cuidado de sempre: o software é gratuito, mas o servidor onde ele roda você paga, geralmente uma VPS mensal de baixo custo.

Para descobrir outras ferramentas do mesmo tipo, o Erick Wendel recomenda dois diretórios: o [selfh.st](https://selfh.st), que reúne projetos open source para instalar em máquina virtual, e o [Open Source Alternatives](https://opensourcealternative.to), que lista substitutos gratuitos para serviços pagos. Foi por aí que ele conheceu o Mautic para substituir ferramentas caras de e-mail marketing.

## Quando Kubernetes é over-engineering para poucas aplicações

Kubernetes compensa quando você tem dezenas de aplicações, equipes distintas e necessidade real de orquestração. O Erick Wendel, por exemplo, mantém mais de 40 aplicações da EW Academy em um cluster e considera a flexibilidade excelente.

O problema é o custo de operação: gerenciar um cluster não é simples, e ele mesmo já publicou um vídeo sobre os erros que cometeu nessa jornada. Se você tem poucas aplicações, ou só quer subir uma API, um front-end e um banco de dados, Kubernetes tende a ser over-engineering. Nesse cenário, o Coolify entrega automação de deploy sem a curva de aprendizado.

## Como instalar o Coolify em uma VPS passo a passo

A instalação cabe em um único comando. O roteiro abaixo segue o que o vídeo demonstra, usando uma VPS Ubuntu com acesso por terminal do navegador.

1. Crie a VPS escolhendo região próxima, como o Brasil para reduzir latência, e o sistema Ubuntu 24. A [Hostinger](https://www.hostinger.com.br), parceira do vídeo, tem painel com assistente de IA e terminal direto no navegador.
2. Teste o servidor instalando o nginx com `sudo apt install nginx` e acesse o IP no navegador para confirmar que a máquina responde.
3. Copie o comando de instalação da [documentação do Coolify](https://coolify.io/docs) e cole no terminal da VPS. O script instala o Docker, o Redis e o banco de dados que o painel usa por baixo.
4. Remova o nginx antes de rodar o script: `apt remove nginx`. O Coolify precisa da porta 80, e o nginx ocupando essa porta faz a instalação falhar. Foi exatamente o erro que o vídeo mostra e corrige.
5. Acesse a porta 8000 do servidor, crie a conta de administrador e siga o assistente inicial marcando o servidor como localhost.

Antes de colar qualquer script de internet na sua máquina, baixe o arquivo e leia-o. O vídeo demonstra isso: salvar o script de instalação e abri-lo em um editor para ver exatamente o que ele baixa e onde instala. Esse hábito evita rodar código às cegas em um servidor de produção.

Uma curiosidade que ajudou o tutorial a render: durante a instalação, o script do Coolify exibe piadas de programação enquanto baixa as dependências. Depois disso, o painel já traz dezenas de templates prontos, como [MongoDB](https://www.mongodb.com) e [PostgreSQL](https://www.postgresql.org), além de ferramentas de assinatura de documentos e outras descobertas nos diretórios de self-hosting.

## Publicando uma API Node.js com Docker Compose no Coolify

O vídeo publica uma API real de cadastro de clientes, que usa MongoDB inicializado pelo Docker Compose. O fluxo é curto e serve de molde para qualquer projeto seu.

1. No painel do Coolify, crie um novo recurso e escolha a opção de aplicação via Git público.
2. Cole a URL HTTPS do repositório. Se o projeto é um monorepo, você pode apontar para uma pasta específica dentro dele.
3. Selecione o tipo de build Docker Compose e informe o nome do arquivo. Atenção ao detalhe do vídeo: o Coolify procura `docker-compose.yml`, então se o seu arquivo se chama `docker-compose.yaml`, ajuste o nome ou a configuração.
4. Confirme a base do projeto na raiz e clique em deploy, com os debug logs abertos para acompanhar o download das imagens e a subida dos serviços.
5. Ao terminar, abra a aba de logs. Como o Compose sobe dois serviços, você vê a API respondendo na porta 9999 e os logs do MongoDB lado a lado. Bater em `/v1/health` confirma a aplicação no ar.

O painel mostra o último commit aplicado e o que mudou nele, o que dá rastreabilidade de versão sem sair da interface. Cada atualização nova do repositório pode ser disparada dali mesmo.

## CI/CD com GitHub Actions e deploy automático no Coolify

O exercício final do vídeo transforma o tutorial em pipeline completo. A aplicação de exemplo já tem GitHub Actions configurado para CI, ou seja, os testes rodam a cada commit. Falta o CD, o Continuous Deployment.

A tarefa proposta: no arquivo YAML das Actions, adicionar a integração com o Coolify seguindo a documentação da seção de Git, de modo que cada pull request aprovado gere a imagem do Docker, publique no Docker Hub e atualize o Coolify automaticamente. Com isso, você atualiza produção a qualquer hora do dia sem acessar o painel.

Vale separar as duas etapas: CI valida os testes antes de subir; CD leva o que passou nos testes até produção. O [GitHub Actions](https://github.com/features/actions) cobre as duas, e o Coolify apenas recebe o resultado pronto.

## Do vídeo ao artigo: transforme tutoriais técnicos em conteúdo escrito

Este artigo nasceu de um vídeo de 21 minutos do Erick Wendel sobre o Coolify, e essa é a tese central dele: conhecimento bom merece mais de um formato. Se você grava tutoriais, aulas do [Bootcamp do Dev Doido](https://crazystack.com.br) ou lives da comunidade [Gustavo Dev Doido](https://crazystack.com.br), esse conteúdo pode virar artigos que ranqueiam e servem quem prefere ler.

Com o [Skala Blog](https://skalablog.com), o fluxo é direto: você cola a URL do vídeo do YouTube, a plataforma transcreve o áudio e gera um artigo estruturado e pronto para revisar. O material do [Crazystack Typescript](https://crazystack.com.br), por exemplo, vive em videoaulas longas, exatamente o tipo de conteúdo que ganha alcance extra em texto.

Teste agora com um dos seus vídeos: acesse o [Skala Blog](https://skalablog.com), cole o link do YouTube e gere seu primeiro artigo em minutos.

## FAQ sobre o Coolify e a alternativa gratuita ao Heroku

- **O Coolify é realmente gratuito?** Sim, o software é open source e não cobra pelo uso da plataforma. O único custo é a VPS onde você o instala, que no vídeo saiu a partir de R$ 10,00 mensais em promoção da Hostinger.

- **Ele substitui o Heroku por completo?** Ele cobre o caso de uso mais comum do Heroku, que é deploy automático de aplicações a partir do Git, com bancos de dados e domínios. Recursos específicos de plataforma gerenciada, como add-ons de terceiros e escala automática nativa, não têm equivalente garantido, então avalie caso a caso.

- **Preciso saber Docker para usar o Coolify?** Ajuda muito, mas não é obrigatório para os templates prontos. Para publicar sua própria aplicação com Dockerfile ou Docker Compose, você precisa que o projeto já tenha esses arquivos configurados, como a API do tutorial.

- **Funciona para front-end estático como a Netlify?** Sim, o Coolify tem opção de build estático entre os tipos de deploy, além de Docker e Docker Compose. Para sites puramente estáticos, o fluxo é o mesmo de conexão com repositório.

- **Posso instalar na minha própria máquina?** Pode, e o vídeo mostra essa opção para debug e desenvolvimento. Para aplicações sérias que precisam estar no ar, a recomendação é uma VPS, até porque sua máquina local desliga.

- **Por que a instalação falhou com o nginx rodando?** O Coolify precisa da porta 80 para o próprio painel e proxy, e o nginx já ocupava essa porta na VPS do tutorial. Remover o nginx com `apt remove nginx` e rodar o script de novo resolveu.

- **O Coolify roda em Raspberry Pi?** O vídeo menciona que sim, dá para rodar até em um Raspberry Pi dentro de casa. Para produção, ainda prevalece a recomendação de servidor virtual privado pela estabilidade.

- **Como faço deploy automático a cada commit no GitHub?** Integre o GitHub Actions ao Coolify seguindo a documentação da seção de Git: o pipeline de CI valida os testes e o passo de CD publica a imagem e dispara a atualização no Coolify. O vídeo deixa isso como exercício, com a documentação como guia.

- **Como desinstalar o Coolify e pausar os custos da VPS?** A documentação do projeto traz os comandos de desinstalação na seção de instalação. Para parar de pagar, pause a VPS no painel do provedor: no caso do vídeo, foi em Visão Geral e Parar na Hostinger, e o servidor deixa de ficar acessível.

[Source video](https://www.youtube.com/watch?v=6z33Ov5i-90)
