# Quantidade de conteúdo ainda é vantagem competitiva em 2026

> Published 2026-10-17T01:38:07.218Z on https://www.crazystack.com.br/pt/p/como-usar-quantidade-de-conteudo-para-crescer-em-2026/
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Quantidade de conteúdo ainda é vantagem competitiva: quem publica em volume maior aprende mais rápido e alcança mais gente. Gary Vaynerchuk defende que fazer 800 peças em vez de uma não é questão de gosto, é matemática. A qualidade continua subjetiva, mas o volume testa hipóteses e acelera o acerto.

## Quantidade de conteúdo ainda é vantagem competitiva em 2026?

Sim. Quantidade de conteúdo segue sendo vantagem competitiva porque amplia o número de testes, o alcance e o aprendizado. Gary Vaynerchuk, chairman da VaynerX e criador do VeeFriends, trata a conta como objetiva: 800 peças contra uma é 800 contra um, sem discussão. Já a qualidade depende de critérios subjetivos, como valor de produção, conteúdo do vídeo, iluminação e áudio.

Nos últimos três anos, o volume apareceu de forma consistente entre as marcas e as pessoas que cresceram. Mais conteúdo em mais plataformas foi a variável que se repetiu.

Essa visão está alinhada com a mudança que o próprio Gary chama de mídia de interesse. Em vez de receber conteúdo apenas de quem você segue, as plataformas passaram a entregar conteúdo com base no que você demonstra interesse no momento. O TikTok, controlado pela ByteDance, empresa chinesa de tecnologia, foi o marco dessa transição, segundo relato do próprio Gary no vídeo.

A consequência prática é que um criador sem seguidores pode superar alguém com milhões de seguidores. Gary descreve isso como um mérito do conteúdo individual, não uma substituição do criador. Quem já tem seguidores mantém uma vantagem inerente de alcance. O volume aumenta a superfície de exposição e as chances de uma peça encontrar o público certo, mas não garante resultado sozinho.

A qualidade não perdeu valor. O ponto é que ela é difícil de medir antes da publicação. O volume permite publicar, observar e ajustar. É tentativa e erro em ritmo acelerado, e cada rodada ensina algo sobre o que funciona para o seu público.

### A analogia do esporte: por que novos criadores conseguem superar lendas

Gary compara a criação de conteúdo a esportes. Kobe Bryant no fim da carreira não era o mesmo jogador do auge, e isso abriu espaço para um LeBron James ou um Steph Curry jovem superá-lo em uma noite específica.

Ele aplica a mesma lógica a si mesmo. Depois de um ano em que esteve mais focado em VeeFriends, VaynerSports e VaynerMedia do que em criar conteúdo, perdeu tração como criador e viu gente iniciante conseguir mais visualizações. Em vez de reclamar, chamou isso de divertido. Um criador que decide voltar ao jogo amanhã pode voltar ao jogo com uma boa peça, independentemente do histórico.

## O que é mídia de interesse e por que ela mudou a distribuição

Mídia de interesse é o modelo em que as plataformas entregam conteúdo com base no comportamento e no interesse momentâneo do usuário, não apenas nas contas que ele segue.

Gary conta que investiu no Tumblr em 2008 e percebeu algo estranho: as pessoas seguiam arte ou música, não pessoas. Foi um sinal inicial do que viria. O TikTok ampliou essa percepção antes da COVID-19, quando ele já falava sobre a plataforma sem ter um nome para o fenômeno.

Com a mídia de interesse, a distribuição deixa de ser uma função direta do número de seguidores. O conteúdo compete com outros conteúdos por atenção, e o algoritmo decide a entrega. Isso não elimina a vantagem de ter seguidores, mas reduz a barreira de entrada para quem está começando.

A implicação para marcas e criadores é direta: produzir mais conteúdo em mais plataformas aumenta as chances de ser encontrado por públicos que ainda não conhecem você.

## Quantidade ou qualidade: por que a escolha certa é o "e"

A escolha entre quantidade e qualidade é falsa porque as duas coexistem. Gary Vaynerchuk diz que devemos nos apaixonar pelo "e", não pelo "ou". Quantidade é objetiva; qualidade é subjetiva e depende de valor de produção, conteúdo, iluminação e áudio.

Isso não significa que qualquer conteúdo sirva. Significa que a busca pela peça perfeita antes de publicar paralisa. Publicar em volume gera dados sobre o que provoca resposta, e esses dados informam a qualidade das próximas peças.

A inteligência artificial entrou nesse debate como ferramenta de escala, e as opções são claras:

| Estratégia | Como funciona | Principal risco |
| --- | --- | --- |
| Usar IA para escalar | IA assume parte da produção e multiplica o volume | Perder o diferencial de autenticidade em um feed que premia o melhor conteúdo |
| Não usar IA como posicionamento | A humanidade e o ponto de vista viram o diferencial | Produzir menos e depender de acerto em poucas peças |
| Usar IA e humanidade em paralelo | IA escala o volume, o julgamento humano define o que publicar | Exige disciplina para não terceirizar o critério |

O ponto central é que a IA não decide o resultado sozinha. Ela muda o custo de produção e a velocidade. O julgamento sobre o que publicar, para quem e com qual mensagem continua humano.

## Quantidade de conteúdo na prática: o que fazer com cada peça

Cada peça publicada deve gerar desdobramentos em outras plataformas e formatos. Gary recomenda pós-produzir cada episódio ao máximo. O volume não vem só de produzir mais, mas de reaproveitar melhor o que já existe.

Se você já gravou uma conversa de 40 minutos, o custo marginal de publicar trechos em mais plataformas é baixo. Não demora dois minutos a mais para postar no Snapchat Spotlight ou no YouTube Shorts. O erro comum é publicar apenas no canal principal e ignorar as outras superfícies de distribuição.

Gary cita o exemplo de um programa ao vivo que ele vai lançar no fim do outono de 2026. O conselho dele para quem entra nesse formato é garantir que cada episódio vire artigo no Substack ou no Beehiiv e cerca de 19 clipes em plataformas diferentes.

O roteiro de reaproveitamento tem seis passos:

1. Grave o conteúdo longo, seja um episódio de podcast ou uma transmissão ao vivo.
2. Transcreva o material para ter o texto bruto em mãos.
3. Transforme a transcrição em artigo e publique no Substack ou no Beehiiv.
4. Corte o vídeo em cerca de 19 clipes curtos.
5. Distribua os clipes em todas as plataformas, incluindo YouTube Shorts e Snapchat Spotlight.
6. Reaproveite os mesmos cortes em formato de post e newsletter.

Esse processo exige organização, mas não exige equipe grande no início. Uma pessoa com um roteiro simples de reaproveitamento aumenta o volume sem multiplicar o tempo de gravação. Funciona como uma ida à academia: fazer o exercício certo vale mais do que fazer muito exercício com forma errada. Na criação de conteúdo, a pós-produção é a forma correta.

## Compras ao vivo e live commerce: o que mudou até 2026

As compras ao vivo atingiram o mainstream, impulsionadas pelo TikTok e pela ByteDance. Gary Vaynerchuk afirma que as lojas do TikTok nos Estados Unidos estavam a caminho de ultrapassar US$ 20 bilhões em 2026. O TikTok forçou esse crescimento ao trazer sua energia de comércio e afiliados para o Ocidente.

Gary compara o fenômeno ao QVC, o canal de televisão norte-americano de compras. Para ele, o QVC sempre funcionou, e as mídias sociais eram o ambiente onde a atenção estava. Faltava o produto certo. Quando o TikTok combinou transmissão ao vivo, afiliados e mídia de interesse, o consumidor já estava pronto.

O consumidor não precisou ser educado. Gary diz que, se o Instagram tivesse executado o que o TikTok Live faz agora, teria funcionado sete anos antes. A diferença foi a execução do produto, não a demanda. Ele resume assim: Jeff Bezos não tem DNA social e Mark Zuckerberg não tem DNA de varejo, enquanto os fundadores chineses carregam um pouco dos dois.

Para criadores e marcas, o live commerce é uma extensão natural da mídia de interesse. A irmã de Gary não precisa seguir alguém que faz compras ao vivo. Ela abre o feed, um programa aparece e, se estiver vendendo algo em que ela tem interesse, a conversão acontece.

## O sistema 1585 e a gestão de tempo de um operador

O sistema 1585 é o método que Gary Vaynerchuk usa para se envolver em projetos sem microgerenciar. Ele pede que a equipe o inclua nos primeiros 15% do projeto, quando idealiza e contribui com estratégia e intuição. Depois, se afasta dos 80% seguintes e volta nos últimos 5% para dar o acabamento final.

Gary diz que o sistema funciona bem para ele e que a IA está agindo de forma parecida. Ele compara o 1585 ao prompt inicial: você define a direção, deixa o processo rodar e edita no final. A diferença é que, no caso humano, a edição final é intencional e baseada em experiência. Ele chegou a considerar escrever um livro sobre o método.

Outro sistema que ele valoriza é a osmose. Ao contratar executivos seniores, Gary faz com que participem de várias reuniões apenas ouvindo e observando pessoas experientes conduzindo as coisas, inclusive em departamentos que não têm relação direta com a função deles. Muitas pessoas aprendem assim, absorvendo cultura e repertório sem pressão para contribuir de imediato, e a aceleração de aprendizado é real.

Nenhum dos dois sistemas é exclusivo de quem tem muitas empresas. Um criador solo pode aplicar o 1585 para decidir quando revisar um projeto e reservar momentos de observação para aprender com referências do próprio mercado.

## Negócios analógicos que podem crescer com a IA

Negócios analógicos tendem a ganhar importância conforme a IA avança, porque as pessoas continuam buscando experiência real. Gary Vaynerchuk cita paisagismo, restaurantes, clubes de corrida, trilhas e instrução de esqui. Para ele, a oportunidade é construir negócios como se fosse 1965.

Os sinais que ele observa vão na mesma direção: vinil, crianças pedindo Polaroids, câmeras, DVD players e Walkmans. Ele diz que está pensando em abrir um cinema drive-in. A VaynerX investe em infraestrutura de eventos presenciais justamente por isso.

Gary afirma que estamos entrando na era real da IA e que, em 10 anos, 2036 pode parecer 2065 em termos de transformação. Nesse cenário, o valor do contato humano e da experiência presencial aumenta, não diminui.

A Geração Alfa, segundo Gary, já começa a se autorregular com tecnologias. Ele observa que jovens que convivem com irmãos mais velhos lidando com depressão e culpando a tecnologia desenvolvem limites próprios. A demonização da tecnologia pode estar gerando uma reação de equilíbrio, do mesmo jeito que a proibição do álcool gerou uma reação contrária.

Para quem empreende, isso significa que negócios analógicos bem executados podem se diferenciar justamente por não serem digitais. A IA não substitui a experiência de correr com um grupo ou comer em um restaurante bem cuidado.

## Toda empresa é uma empresa de mídia

Gary escreveu em 2015 que a Starbucks estava lançando uma propriedade de mídia. Onze anos depois, virou senso comum que marcas se tornam veículos de mídia. Ele diz que quem ainda não percebeu isso não prestou atenção no que ele fala há 20 anos e no que o mercado discute nos últimos 36 meses.

O conselho para começar é começar. Se você tem uma floricultura, produza conteúdo sobre flores. Se escreve bem, vá para o Substack e o Beehiiv. Se fala bem, faça vídeo ou podcast. Entrevistar pessoas é um atalho, porque facilita a produção. O que não dá é ficar de fora, já que a mídia própria virou vantagem competitiva nos negócios.

## Perguntas frequentes sobre quantidade de conteúdo

**Quantidade de conteúdo ainda importa em 2026?** Sim. A quantidade continua sendo vantagem competitiva porque amplia o número de testes e o alcance na mídia de interesse. Gary Vaynerchuk defende que 800 peças contra uma é uma comparação objetiva, enquanto a qualidade depende de critérios subjetivos.

**O que é mídia de interesse?** É o modelo em que plataformas entregam conteúdo com base no interesse momentâneo do usuário, não apenas nas contas seguidas. O TikTok popularizou essa lógica, e hoje ela influencia a distribuição em várias redes.

**Quantidade de conteúdo substitui qualidade?** Não. As duas coexistem. O volume cria dados e oportunidades de acerto, enquanto a qualidade define se a peça conecta com o público. A escolha certa é o "e", não o "ou".

**Como aplicar o sistema 1585 na criação de conteúdo?** Reserve os primeiros 15% do tempo para definir direção e estratégia, deixe os 80% seguintes para produção e execução, e volte nos últimos 5% para revisar e finalizar. Funciona como um prompt inicial seguido de edição.

**Vale a pena fazer live commerce em 2026?** O formato já saiu da fase experimental. As lojas do TikTok nos Estados Unidos estavam a caminho de ultrapassar US$ 20 bilhões em 2026, e a mídia de interesse entrega o programa a quem tem interesse no produto, mesmo sem seguir o vendedor.

## Transforme o que você já sabe em artigo

A ideia central deste artigo é que volume e reaproveitamento ampliam o alcance do que você já produz. Se a pós-produção é a forma correta do exercício, o artigo é uma das repetições mais baratas que existem: você já gravou a conversa, só falta dar a ela um segundo formato.

Gustavo Dev Doido é um criador de conteúdo brasileiro conhecido por compartilhar conhecimento sobre programação e tecnologia em vídeos e redes sociais. Ele ilustra bem o caso de quem tem repertório gravado e pode multiplicar o alcance transformando vídeos em artigos.

O Skalablog foi feito para esse fluxo. Você cola a URL de um vídeo do YouTube, o sistema transcreve e gera um artigo estruturado. O conhecimento que já está no vídeo ganha uma segunda vida em texto, pronto para ser revisado e publicado.

Se o seu próximo episódio já vai virar 19 clipes, ele também pode virar artigo. Acesse [Skala Blog](https://skalablog.com) e transforme seu próximo vídeo em artigo.

[Source video](https://www.youtube.com/watch?v=HPNMn1Qd16c)
