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Como usar mídia de interesse para conseguir clientes

Produtos e NegóciosChatGPTGeminiPerplexity

Mídia de interesse é o modelo em que TikTok e Instagram entregam conteúdo pelo interesse atual do usuário, não por quem ele segue. Isso permite que um post de conta nova atinja milhões de views, como Gary Vaynerchuk mostrou com 8,2 milhões de views orgânicos em uma conta de zero seguidores.

O que é mídia de interesse e por que ela mudou tudo

Mídia de interesse é o modelo em que plataformas como TikTok e Instagram mostram conteúdo pelo seu interesse atual, não por quem você segue. O resultado prático é simples: uma conta nova, sem nenhum seguidor, pode atingir milhões de pessoas se o conteúdo for relevante. Gary Vaynerchuk, empresário e CEO da VaynerMedia, defende que isso encerra a era do social media tradicional e abre espaço para quem está começando agora.

A mudança aconteceu de forma gradual nos últimos cinco anos. Antes, o feed mostrava posts das pessoas que você seguia, mesmo quando o conteúdo não interessava. Hoje, o algoritmo entrega o que ele calcula como relevante para o seu momento, e essa lógica vale para TikTok, Instagram e Facebook.

A diferença entre os dois modelos fica clara lado a lado:

DimensãoSocial media tradicionalMídia de interesse
Base da distribuiçãoQuem você segueO que interessa agora
Conta nova sem seguidoresAlcance mínimoPode viralizar no primeiro post
Peso do histórico da contaAltoBaixo
Vantagem de quem tem milhões de seguidoresGrandePequena

A consequência mais importante é a meritocracia do post individual. O histórico da conta pesa menos do que a qualidade e a relevância daquela publicação específica.

O caso da conta com zero seguidores e 8,2 milhões de views

O exemplo mais forte do discurso de Vaynerchuk é a conta @yoursomebodynow no TikTok, criada a partir de um vídeo em que ele diz a uma jovem: "você já é alguém agora". O primeiro post da conta, feito com zero seguidores, alcançou 8,2 milhões de views orgânicos, segundo o próprio Gary. Três semanas antes, o mesmo vídeo publicado na conta principal dele, com cerca de 15 milhões de seguidores, ficou em 300 mil views.

Os números são relatos de primeira mão do palestrante, não uma medição independente, mas ilustram o mecanismo central: distribuição por interesse vence volume de audiência quando o conteúdo acerta.

A resposta de Vaynerchuk à mercantilização do próprio acúmulo foi partir para a ofensiva. Ele está migrando para múltiplas contas temáticas, como Gary V no podcast, Uncle V no Tik Tok e perfis de vinil e futebol, com a meta de mais de mil contas até o fim do ano. A própria rotina mostra o volume que ele trata como padrão: em uma das perguntas à plateia, ele contou ter publicado 432 peças de conteúdo em um único dia. Essa estratégia de multiplicação só faz sentido num ambiente em que o alcance não depende do tamanho da audiência acumulada.

Jab, finta e direita: a mistura de conteúdo que gera negócio

Conteúdo puramente vendedor fracassa porque soa como um soco de direita que a audiência aprende a desviar. A metáfora de boxe de Vaynerchuk divide a produção em três tipos, e a proporção entre eles define o resultado:

  • Jab: informação útil de graça, que ensina o que você sabe resolver, como dicas caseiras que ajudam a pessoa a identificar seu próprio problema.
  • Finta: conteúdo de bastidor, opinião ou contexto que prepara a audiência para a oferta.
  • Direita: o pedido claro de negócio, o convite, o e-mail, a chamada para contratar.

A lógica por trás é o que ele chama de karma: gerar valor real primeiro cria a energia que leva à venda depois. O erro comum é publicar só o tipo direita, aquele "você está quebrado, eu conserto, me pague". Ele deixa claro que não há nada de errado com a direita em si; é a mistura que gera resultado.

Para profissionais de saúde, consultores e prestadores de serviço, isso significa ensinar de verdade antes de vender. No caso de quem cuida de saúde, o jab típico é mostrar pequenos ajustes e autotestes que ajudam a pessoa a entender o que está sentindo. O valor gera o efeito residual que traz os clientes.

O AdWords de hoje é as Páginas Amarelas de 2001?

Na avaliação de Vaynerchuk, o Google AdWords está na mesma posição que as Páginas Amarelas (Yellow Pages) ocupavam em 2001: ainda gera negócio, mas em queda rápida e cada vez mais caro. Ele relata que passou pelo menos seis meses, talvez um ano inteiro, sem fazer uma busca tradicional no Google, usando ChatGPT, Perplexity e Gemini no lugar. Esse é um relato pessoal, não um dado de mercado.

O argumento de negócio, porém, é verificável por qualquer anunciante: se o custo das suas palavras-chave subiu no último ano enquanto a origem do tráfego muda para assistentes de IA, a tendência aponta para redução de retorno. A comparação com as Páginas Amarelas é uma tese opinativa do palestrante, não uma medição, e você deve testar com seus próprios números antes de cortar o canal.

O que muda na prática é a estratégia. Anúncio pago, mala direta e anúncio impresso têm um ponto em comum: você paga por todos eles. Conteúdo orgânico em mídia de interesse custa zero e compõe ao longo do tempo. Em vez de depender de anúncio para ser encontrado, criar material que os mecanismos de IA e as plataformas de interesse consigam recomendar se torna o ativo acumulável.

Como testar todo criativo organicamente antes de pagar por anúncio

A regra tática mais acionável da palestra é publicar todo criativo organicamente antes de colocar dinheiro em mídia. Se o post performa bem comparado à sua média de views, ele se torna candidato a anúncio. Se não performa, você economizou o orçamento que seria desperdiçado num criativo fraco.

Isso funciona porque uma peça só ganha views quando o criativo é relevante para a audiência. O teste orgânico usa a própria plataforma como laboratório gratuito e reduz o risco de pagar por alcance que não converte. Vaynerchuk afirma que essa prática, sozinha, já economiza uma quantidade extraordinária de dinheiro para quem anuncia no Facebook, Instagram ou TikTok.

O fluxo recomendado, passo a passo:

  1. Produza o vídeo ou a imagem que você pretende usar na campanha.
  2. Poste-o organicamente no perfil, sem impulsionar.
  3. Compare o desempenho com a sua média de views.
  4. Se ficar acima da média, o criativo provou relevância: invista mídia nele.
  5. Se ficar abaixo, descarte ou reformule antes de gastar.

A oportunidade de fechar o gap rapidamente

Vaynerchuk compara a situação com reabilitação física. Ele passou nove meses em reabilitação séria para corrigir um glúteo dormente no lado esquerdo e estima de 18 a 24 meses pela frente para fechar o gap. No mundo do conteúdo, a assimetria é oposta: quem fez tudo errado por 15 anos pode corrigir rápido.

O número que ele repete para a plateia é direto. Se você fizer a peça certa já na terceira ou quarta publicação, pode gerar de 15 a 20 novos clientes e leads, atrair um funcionário que você quer contratar ou até sustentar uma candidatura a prefeito da sua cidade. O mérito do post individual vale mais do que o histórico da conta.

Ele admite a frustração de quem trabalhou 15 horas por dia durante 20 anos para acumular 50 milhões de seguidores e vê esse acúmulo sendo mercantilizado. A resposta dele é atitude ofensiva: multiplicar contas e explorar o novo modelo em vez de lamentar. Na avaliação dele, a janela se fecha um ano a cada 365 dias que passam, porque a vantagem gratuita não dura para sempre.

E para quem tentou e não teve resultado, o diagnóstico é duplo: ou desistiu cedo demais, sem paciência para o volume de conteúdo necessário, ou publicou só conteúdo egoísta. Ele próprio contou que cerca de 80 ou 90 pessoas na plateia levantaram a mão nessa situação, e a notícia boa era a mesma: o modelo funciona, o que faltou foi execução.

Perguntas frequentes

  • O que é mídia de interesse? É o modelo de distribuição em que plataformas como TikTok e Instagram entregam conteúdo com base no interesse atual do usuário, e não nas contas que ele segue. Isso permite que uma publicação de uma conta nova alcance milhões de pessoas.
  • Preciso de seguidores para conseguir views hoje? Segundo a experiência relatada por Gary Vaynerchuk, não. A conta @yoursomebodynow alcançou 8,2 milhões de views no primeiro post, feito com zero seguidores, superando o mesmo vídeo publicado numa conta com 15 milhões de seguidores.
  • Devo parar de usar Google AdWords? A comparação do palestrante com as Páginas Amarelas de 2001 é opinião, não dado. Ele recomenda prestar atenção se seus custos subiram e considerar conteúdo orgânico como canal complementar gratuito antes de decidir cortar o investimento pago.
  • Como saber se um criativo vale anúncio pago? Poste-o organicamente primeiro e compare o desempenho com sua média de views. Se ele performa acima da média, o criativo provou relevância e o anúncio tende a ter menos desperdício.
  • Quanto conteúdo egoísta é aceitável? Vaynerchuk defende a mistura de boxe: muito jab de informação gratuita, fintas de contexto e bastidor, e a direita de venda em menor proporção. Só publicar pedido de negócio faz a audiência ignorar o perfil.

Transforme suas palestras em conteúdo escrito

Se uma palestra de doze minutos como essa guarda insights sobre distribuição, mistura de conteúdo e testes orgânicos, imagina o que está parado nos seus próprios vídeos. Conhecimento dito uma vez para uma plateia pode alcançar muito mais gente em formato de artigo, do mesmo jeito que um post orgânico bem-feito alcança mais que um anúncio caro.

Se você, como o Gustavo dev doido, tem conhecimento valioso preso em vídeos do YouTube, dá para transformar isso em artigo escrito. Com o Skala Blog, você cola a URL do vídeo, o sistema transcreve e gera um artigo estruturado em português, pronto para revisar e publicar. O fluxo é simples: vídeo, transcrição, artigo.

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