# Como usar eventos como alavanca de crescimento?

> Published 2026-09-26T13:02:47.396Z on https://www.crazystack.com.br/pt/p/como-usar-eventos-como-alavanca-de-crescimento/
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Eventos como alavanca de crescimento funcionam porque concentram clientes, concorrentes e fornecedores no mesmo lugar em poucos dias. É o que defende Tiago Granito, CEO do Grupo S1 e fundador da Easyvent, no podcast Como Você Fez Isso?, conduzido por Caio Carneiro: três dias de feira geram o que seis meses de visita comercial não geram. Este artigo organiza o método dele em decisões práticas.

## O que significa usar eventos como alavanca de crescimento

Usar eventos como alavanca de crescimento é tratar feiras, convenções e treinamentos como canal de vendas com meta própria, e não como despesa de marketing. Foi a tese central do episódio do podcast [Como Você Fez Isso?](https://www.caiofilizola.com.br), no qual Caio Carneiro entrevistou Tiago Granito, fundador do Grupo S1 e da [Easyvent](https://easyvent.com.br). A lógica é direta: dentro de uma feira, você fala com clientes, concorrentes e fornecedores no mesmo corredor, em três dias.

Granito resume o jogo em uma frase que dá para levar para qualquer planejamento anual: quem não é visto não é lembrado. Se seu concorrente está na feira e seu cliente também, a sua ausência já é uma escolha estratégica, com custo. O evento serve, segundo ele, para colocar produto e cliente frente a frente e criar a experiência que gera recompra, não só o primeiro pedido.

## Quem é Tiago Granito e por que ouvir o que ele diz

Tiago Granito é fundador e CEO do Grupo S1, agência especializada em eventos corporativos, e da empresa de cenografia do grupo, que constrói cenários para convenções, feiras e programas de TV. Ele começou aos 14 anos na área de eventos em um grande hotel de Campos do Jordão, passou por agências em São Paulo e abriu o próprio negócio para atender a Johnson & Johnson, sua primeira cliente, já com contrato assinado.

Hoje o grupo opera três frentes: agência de eventos, cenografia e locações de mobiliário, atendendo desde convenções de vendas até cenários de programas como Shark Tank Brasil. Em 2025, ao recusar cinco grandes concorrências por falta de capacidade, ele decidiu levar tecnologia ao mercado e lançou a Easyvent, marketplace de espaços e hospedagem para eventos que já soma cerca de 8.000 hotéis cadastrados, segundo o próprio fundador.

## Como escolher a feira certa para o seu negócio

A escolha da feira vem antes de qualquer orçamento, e o critério é simples: seu cliente e seu concorrente precisam estar lá. Granito lembra que o Brasil sedia cerca de 2.000 feiras grandes por ano, e que existe catálogo público no setor, como o da [Ubrafe](https://ubrafe.com.br), entidade que reúne promotores de feiras no país. Tudo tem feira, do agronegócio a implante capilar, então o filtro é o seu público-alvo, não o tamanho do evento.

Para dimensionar o mercado, ele cita o número de 2024: cerca de R$ 1 trilhão em negócios movimentados dentro de feiras no Brasil, segundo dados que ele atribui ao setor. Não dá para generalizar o retorno para qualquer estande, mas o volume mostra que o relacionamento iniciado em feira é relevante. Você pode começar como visitante, depois alugar um estande de 4 m² e crescer conforme aprende a jogar.

## Quanto custa expor em uma feira de negócios

O custo depende do tamanho do estande e do preço do piso, que varia feira a feira. Os stands menores, em torno de 2 × 2 m (4 m²), geralmente não são construídos: a própria organização cede o espaço montado, e o investimento fica na faixa de R$ 7 mil a R$ 15 mil, segundo Granito. A partir de uns 20 m², com construção e cenografia, o custo sobe junto com a visibilidade.

| Formato | Tamanho típico | Custo estimado | Melhor para |
| --- | --- | --- | --- |
| Visitante | — | Ingresso | Mapear o mercado antes de investir |
| Estande básico da feira | 4 m² | R$ 7–15 mil | Primeira exposição |
| Estande construído | 20–100 m² | Negociável | Lançamento e posição de marca |
| Evento próprio | Variável | A partir de R$ 500 | PMEs que querem conexão direta |

Granito insiste em um ponto: o gasto com feira não entra no verba de marketing que sobra no fim do ano. É um investimento comercial, com meta, pipeline e acompanhamento, e o retorno raramente vem na hora. Ele fecha contratos no mês seguinte com clientes que visitaram o estande um ano antes, e o valor do cliente, se bem atendido, se repete por anos.

## O evento antes do evento: briefing e treinamento da equipe

Para participar bem de uma feira, você precisa fazer um evento antes da feira com o seu time. Granito chama isso de evento antes do evento: um treinamento que define objetivo, produto em destaque, abordagem e meta de reuniões agendadas. Sem isso, a equipe vira entrega de panfleto, e o estande caro fica mais caro ainda.

A sequência que ele recomenda tem quatro passos:

1. Entender o briefing: o que o cliente precisa expor, se é lançamento, qual público, qual resultado esperado.
2. Definir a ativação: algo lúdico ou interativo que atraia o olhar e comunique o diferencial.
3. Treinar a equipe para qualificar e agendar a reunião comercial dentro do estande.
4. Medir: contatos coletados, reuniões marcadas e contratos fechados depois, porque a venda amadurece ao longo de meses.

O exemplo que ele usa é a própria Easyvent no Conar: um minigolfe em que cada buraco representava uma etapa do processo da empresa, diagnóstico, soluções e capacitação comercial. Enquanto o visitante jogava, entendia o serviço. No fim do percurso, a equipe já agendava a reunião. A ativação não é enfeite; é uma desculpa estratégica para começar a conversa certa.

## Experiência e conexão: o que faz um evento funcionar

O ingrediente decisivo de qualquer evento, grande ou pequeno, é conexão, e conexão não se compra com produção. Granito lembra eventos simples, com cadeiras em círculo, que geraram negócios, e eventos hiperproduzidos em que ninguém conversava. O objetivo é colocar a pessoa no centro: cliente, fornecedor e colaborador são gente, e quem não entende de gente não entende de negócio.

Para empresas menores, ele propõe formatos de custo baixo: um café da manhã com clientes dentro da própria empresa, um road show, uma visita guiada. Você leva o cliente até o produto, mostra como funciona e fecha na hora. A gamificação e o uso de inteligência artificial em ativações estão em alta em 2026, segundo ele, com painéis de LED e experiências interativas, mas a técnica só funciona quando nasce da essência da marca. O que funciona em RH não se replica sem ajuste em um público de supermercado, como na APA, maior feira de supermercados da América Latina.

O caso que ele conta para ilustrar é da Royal Canã, marca francesa de ração que ele atende há 10 anos: uma casa cenografada de 80 m² em área externa de hotel, com clínica de tênis e harmonização de cerveja para criadores de cães durante um campeonato. Saiu do formato de estande padrão e criou experiência 360, e a marca virou cliente até hoje.

## Easyvent: o marketplace que encurta o caminho até o evento

A Easyvent nasceu de uma dor da própria empresa de Granito: em setembro de 2025, ele precisou recusar cinco grandes propostas e decidiu resolver o gargalo com tecnologia. A plataforma funciona como um marketplace no estilo Booking, só que para eventos: você informa período, número de pessoas, hospedagem, alimentação e região, e recebe as opções disponíveis com valores, em segundos. O que levava três dias de ligações para 15 hotéis passa a ser um clique.

Hoje a plataforma tem cerca de 8.000 hotéis cadastrados na parte de hospedagem e começou o cadastro de salas de evento e alimentos e bebidas, lançado no Conar de 2026. A meta declarada é chegar a 300 hotéis com evento completo até dezembro e 1.500 em menos de dois anos. Para Granito, comprar sala, hospedagem, coffee break e refeição em uma única plataforma ainda não existe em nenhum outro mercado.

O ganho maior, segundo ele, é para o pequeno evento: a secretária que precisa de sala para 10 pessoas daqui a três dias, ou o RH que organiza treinamentos recorrentes, deixam de depender do ciclo lento de orçamentos. A ideia surgiu de madrugada, por volta das 3h, depois de 180 versões de protótipo e um curso de IA no Vale do Silício; ele testou a aceitação na feira EBS, em maio, com cerca de 50 mil buscas em uma semana, o que chegou a derrubar a API da plataforma.

## Pontos de atenção para não perder dinheiro em eventos

O primeiro risco é orçamentário: fazer evento com fome, como diz Granito, é comprar sem conta. Planejou 50 e gastou 200. A proteção é planilha de custos, meta de retorno e honestidade sobre a estrutura que você tem: sem equipe treinada ou com promotoras contratadas às pressas, o retorno esperado não vem.

O segundo risco é a escolha do fornecedor. Construir um estande de 100 m² em três dias de montagem é uma obra, e a feira tem data fixa: se o estande não ficar pronto na véspera, o prejuízo é seu. Granito já socorreu clientes de fornecedores aventureiros. Verifique histórico, referências e capacidade de entrega, e aceite ouvir um não do fornecedor quando uma alteração de última hora comprometer o prazo. Terceiro ponto: considere contratar evento e logística com antecedência, porque segunda semestre concentra a demanda e os bons fornecedores ficam escassos.

## Perguntas frequentes

- **Quanto custa, no mínimo, expor em uma feira?**

Os estandes básicos de cerca de 4 m², cedidos pela organização, custam na faixa de R$ 7 mil a R$ 15 mil, segundo Tiago Granito. Cada feira define o preço do piso, então o valor exato varia evento a evento.

- **Preciso ser uma empresa grande para participar de feiras?**

Não. Granito atende desde multinacionais até empresas com um ano de operação. A recomendação é começar pequeno, como visitante ou com estande de 4 m², e crescer conforme o retorno aparece.

- **A equipe que vai ao estande precisa de treinamento?**

Sim, e é o ponto que mais diferencia os resultados. O time precisa saber qual produto vender, como abordar e como agendar a reunião comercial dentro do evento, sem virar entrega de panfleto.

- **Em quanto tempo o evento dá retorno financeiro?**

O retorno raramente é imediato. Granito fecha contratos meses depois com visitantes do estande do ano anterior, e o valor de um cliente bem atendido se repete por anos de contrato.

- **O que é a Easyvent?**

É um marketplace de eventos fundado por Tiago Granito em 2025, que reúne hotéis, salas e alimentação em uma única plataforma. Segundo o fundador, já conta com cerca de 8.000 hotéis cadastrados para hospedagem e segue expandindo o cadastro de espaços para eventos.

## Do vídeo ao artigo: transforme entrevistas em conteúdo

Se a conversa com Tiago Granito rende uma aula de estratégia, imagine quantas entrevistas e aulas já estão paradas no seu canal, repletas de conhecimento que merece formato escrito. Com o [Skalablog](https://skalablog.com), você cola o link de um vídeo do YouTube, obtém a transcrição e gera um artigo estruturado como este, pronto para revisar e publicar. É a mesma lógica do evento: estar onde quem procura conteúdo pode encontrar você.

Revisão editorial: Gustavo Dev Doido. E se você quer ver na prática como conteúdo técnico bem estruturado se constrói, vale estudar um projeto completo de código documentado, como o [CrazyStack Typescript](https://crazystack.com.br).

[Source video](https://www.youtube.com/watch?v=aGxXSVlPz50)
