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Artigo publicado

Como estudar engenharia de software e virar dev

Engenharia de SoftwareSupabaseAnthropicClaude Code

Estude lógica, desenvolvimento web, banco de dados, metodologias ágeis e IA aplicada para trabalhar com engenharia de software. É isso que as grades novas do curso ensinam, e é isso que o mercado de 2026 cobra de quem entra como júnior.

O que estudar para virar engenheiro de software

Você precisa dominar lógica de programação, desenvolvimento web (HTML, CSS e JavaScript), banco de dados, uma linguagem back-end e noções de IA aplicada. É esse o núcleo que a grade nova de engenharia de software coloca nos primeiros semestres, segundo o vídeo do canal O Rei dos Sites publicado em setembro de 2026.

O argumento central do vídeo é direto: quem entrou em engenharia da computação queria, na maioria das vezes, ser programador, e o curso de engenharia de software nasceu para atender exatamente esse público. O criador do canal, que diz ter passado por UTFPR e por duas outras instituições, compara as duas matrizes e conclui que a nova prepara melhor para a rotina de um dev.

Dinheiro, no raciocínio dele, acompanha a capacidade de resolver problemas. Um iniciante citado no vídeo, o Thomas, trabalha como desenvolvedor, ganha cerca de 5.000 reais por mês e fecha projetos paralelos de 30 e 40 mil reais. São números relatados pelo próprio canal, não verificados de forma independente, mas ilustram o ponto: quem entrega solução cobra por ela.

O que a grade tradicional de engenharia da computação ensina

A grade tradicional de engenharia da computação passa os quatro primeiros períodos longe de software. A matriz mostrada no vídeo, baseada na UTFPR, inclui introdução à lógica de computação, fundamentos de programação, geometria analítica e álgebra linear, cálculo diferencial e integral 1 a 3, física teórica A a D, química, equações diferenciais, matemática discreta e circuitos digitais.

O criador do canal reconhece o lado bom dessa formação: ela treina resolução de problemas. Chegar em uma prova e receber um problema para equacionar, semestre após semestre, cria um hábito de pensamento que ele diz usar até hoje nos negócios. Curso de engenharia é difícil por natureza, e essa dificuldade forma generalistas.

O lado ruim é o descolamento da prática. Segundo o relato no vídeo, da turma em que ele estudou apenas seis pessoas se formaram, e todas viraram programadoras. O que salvou a carreira de cada uma foi o estágio, não a grade. Ele afirma sem rodeios que aquelas disciplinas 'não serviram para nada' como engenharia de software, embora tenham ajudado como formação geral.

O que mudou na grade nova de engenharia de software

A grade nova começa onde a antiga terminava: no código. A matriz mostrada no vídeo, de uma faculdade privada, traz no primeiro semestre algoritmo e pensamento computacional, desenvolvimento front-end para web, design profissional e modelagem de banco de dados. São quatro matérias por semestre, com cálculo fora do caminho.

O segundo semestre entra em território que nem existia quando o criador do canal se formou: engenharia de prompt e aplicação de IA, interface e jornada do usuário (UI/UX), programação de computadores e prototipagem. O terceiro e o quarto semestre cobrem desenvolvimento back-end, ciência de dados, gestão ágil, desenvolvimento de banco de dados e sistemas de informação.

Há disciplinas de formação geral obrigatórias, como meio ambiente e saúde e humanidades, que o vídeo menciona de passagem. Mas o conjunto é claramente voltado ao que um programador faz no dia a dia de 2026, incluindo contato com ferramentas de codificação assistida por IA como o Claude Code, da Anthropic, que roda no terminal.

A previsão do vídeo é que a engenharia de software substitua gradualmente a engenharia da computação entre quem quer programar, porque atende melhor essa intenção. Isso é opinião do criador do canal, não um dado de mercado, e cada instituição define sua própria matriz, então vale checar a grade da faculdade que você pretende cursar.

Comparação direta entre as duas grades

A tabela abaixo resume as diferenças principais entre as duas matrizes apresentadas no vídeo, com base no que cada uma coloca nos primeiros semestres.

DimensãoEngenharia da computação (grade antiga)Engenharia de software (grade nova)
Foco inicialMatemática, física e químicaAlgoritmos e desenvolvimento web
CálculoCálculo 1, 2 e 3 + equações diferenciaisNão aparece nos primeiros semestres
Primeiro contato com códigoEstrutura de dados, 2º períodoFront-end e algoritmos, 1º semestre
IA aplicadaAusenteEngenharia de prompt e aplicação de IA
Banco de dadosAusente nos 4 primeiros períodosModelagem já no 1º semestre
Perfil de saídaGeneralista de engenhariaDesenvolvedor com prática de mercado

Nenhuma grade é completa, como o próprio vídeo admite. A antiga forma quem resolve problemas; a nova forma quem escreve software mais cedo. A escolha depende de o seu objetivo ser carreira acadêmica e de base científica ou entrar no mercado de desenvolvimento rapidamente.

Faculdade basta? O papel do curso extra

Faculdade sozinha raramente foi suficiente, e o vídeo deixa isso claro. O que fez diferença na carreira do criador do canal foi um curso extra de front-end e back-end feito durante a graduação, que ele credita por sua aprovação no estágio e no primeiro emprego como júnior.

Se a sua grade não é focada em software, um curso por fora cobre o que falta: frameworks, projetos práticos e ferramentas atuais. O canal mantém um treinamento próprio de 9 reais por mês, que aborda HTML, CSS e JavaScript, Python, Java e ferramentas de IA. Essa menção é publicidade do vídeo; avalie qualquer curso por conteúdo, projeto e garantia de reembolso, não pelo preço.

O caminho prático que o vídeo sugere, traduzido em passos:

  1. Garanta a base: lógica de programação e uma linguagem como Python ou JavaScript.
  2. Construa na web: HTML, CSS e depois React para interfaces.
  3. Aprenda banco de dados de verdade, incluindo serviços como o Supabase, usado no projeto de 40 mil reais citado no vídeo.
  4. Pratique com IA no fluxo de trabalho, usando assistentes de codificação.
  5. Faça projetos reais para portfólio e clientes, mesmo pequenos.

A lógica por trás da lista é a mesma tese do vídeo: especialização diferencia. No Brasil, segundo ele, há muita gente pouco qualificada disputando vagas básicas, e quem se especializa um pouco mais já sai na frente.

O mercado de trabalho júnior e sênior em 2026

O mercado de tecnologia não acabou, contrariando o discurso comum nas redes. A demanda por profissionais seniores é gigantesca, segundo o vídeo, e a resposta à pergunta óbvia está na própria pirâmide: quem vira sênior amanhã é o júnior de hoje, então demanda por sênior implica demanda futura por júnior.

Essa é uma argumentação do criador do canal, não um levantamento de vagas. O que ela traduz é uma estratégia real: entrar agora como júnior, aceitar que a base da pirâmide é concorrida e subir rápido resolvendo problemas cada vez mais caros. A conclusão que ele repete como mantra é que renda acompanha capacidade de resolver problemas.

Para quem quer empreender, o vídeo aponta que a IA facilitou vender sites e softwares. Ferramentas que antes exigiam equipe, hoje um iniciante consegue operar sozinho, como mostra o caso do aluno que entregou um sistema com milhares de acessos simultâneos construído sobre o Supabase, serviço de banco de dados e back-end gerenciado.

Perguntas frequentes

  • Engenharia de software substitui engenharia da computação?

Para quem quer ser programador, a grade nova atende melhor, como defende o vídeo de setembro de 2026. Engenharia da computação mantém valor para quem busca base científica ampla ou áreas como hardware e sistemas embarcados. As duas formações coexistem no Brasil.

  • Preciso de faculdade para ser programador?

Não é obrigatório, mas o vídeo recomenda faculdade junto com cursos práticos por fora. O que destravou a carreira do criador do canal foi um curso extra de front-end e back-end feito durante a graduação, que o preparou para o estágio.

  • Cálculo serve para engenharia de software?

Na prática do dia a dia de desenvolvimento web e aplicativos, quase nunca aparece, segundo o relato no vídeo. Matemática ajuda em áreas específicas como ciência de dados, gráficos e algoritmos avançados, mas a grade nova do curso não exige cálculo nos primeiros semestres.

  • Iniciante consegue ganhar dinheiro com programação?

O vídeo cita um aluno que ganha cerca de 5.000 reais por mês como funcionário e fechou projetos paralelos de 30 e 40 mil reais. São números relatados pelo próprio canal. O caminho mostrado é aprender as ferramentas certas e vender soluções reais para clientes.

  • O que estudar primeiro para entrar na área?

Comece por lógica de programação, depois HTML, CSS e JavaScript, e siga para banco de dados e uma linguagem back-end como Python. Adicione prática com ferramentas de IA ao fluxo de trabalho, que é o que as grades novas de engenharia de software já ensinam nos primeiros semestres.

Source video