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Artigo publicado

5 efeitos do impacto da IA nas profissões

Cultura e MídiaOpenAIAnthropicChatGPT

Uma foto de R$ 35 no Lago Negro, em Gramado, resume o impacto da IA nas profissões. O cliente olha a imagem e pensa: consigo gerar algo melhor no celular, de graça. O vídeo do canal O Rei dos Sites usa essa cena, vivida pelo próprio autor em 2026, para discutir o que acontece com quem perde a utilidade do próprio trabalho.

Qual é o real impacto da IA nas profissões?

O impacto da IA nas profissões não é, segundo o vídeo, a substituição imediata do programador ou do engenheiro. É a perda de utilidade de ofícios criativos inteiros, como fotografia de passeio, ilustração e produção musical, que ficam "inúteis" antes mesmo de a conversa ser sobre dinheiro. A tese é do criador de conteúdo Herbert, do canal O Rei dos Sites, em vídeo publicado em 11 de setembro de 2026.

O argumento parte de um alerta que circulou nas redes: um engenheiro com passagem pela OpenAI e pela Anthropic teria afirmado que modelos atuais já seriam capazes de invadir corporações e que a indústria agia sem responsabilidade. O vídeo diz ainda que a OpenAI teria desacelerado o avanço de novos modelos por conta dessa repercussão. Esse ponto é a leitura do autor sobre o noticiário da época e não foi confirmado aqui em fonte primária, então trate-o como relato do vídeo, não como fato verificado.

O autor deixa claro que esse cenário de segurança não é o que o preocupa. Ele não acredita em uma revolta de máquinas contra a humanidade. O medo dele é mais simples: profissões em que a pessoa encontrou propósito podem deixar de fazer sentido, e a adaptação, embora possível, tem um custo humano que pouca gente está discutindo.

O caso do fotógrafo em Gramado: quando a ferramenta supera o ofício

A cena que abre o argumento aconteceu no Lago Negro, em Gramado (RS). Um fotógrafo de rua tirou uma foto do grupo do autor e cobrou R$ 35 pela imagem. O autor negociou, pagou menos e registrou a frase que o fotógrafo disse na sequência: a própria foto não valia aquele preço, porque a IA consegue gerar resultados muito melhores a partir de fotos comuns.

O autor reconhece que há tentativas de proteger esse tipo de trabalho. Plataformas como o Instagram rotulam conteúdo gerado por IA, e assistentes como o ChatGPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google, permitem editar e melhorar fotos a partir de fotos reais. Na prática, ele observa, usuários burlam esses rótulos e postam como se fosse produção própria.

O ponto do vídeo não é o valor da foto, é o que ela representa. O fotógrafo não buscava ficar milionário; queria uma vida digna exercendo uma vocação. Quando a ferramenta de bolso entrega um resultado equivalente sem a pessoa, o que se perde primeiro é o sentido do trabalho, e a renda acompanha depois.

Desenho, medicina e música: a vocação em risco

O autor usa um meme sobre crianças desenhando para estender o argumento. Numa cena, uma menina desenha um cachorrinho porque gosta de fazer o desenho, não porque quer economizar tempo. Ele argumenta que esse gosto, hoje inocente, poderia evoluir para uma profissão de ilustrador ou pintor, e que essa trilha inteira está sendo encurtada pela tecnologia.

A mesma lógica vale para formações longas. Ele cita a namorada e a irmã, estudantes de medicina, e pergunta: e se a cirurgia deixar de ser feita por humanos? O raciocínio se aplica a direito, marketing e desenho. Não é uma previsão de que isso vai acontecer amanhã; é a constatação de que nenhuma vocação está automaticamente protegida.

A música fecha o exemplo. Em uma festa em Gramado, o autor relata que não conseguiria distinguir se as faixas tocadas pelo DJ foram produzidas com IA. A pergunta que fica: qual será a vocação futura de quem hoje vive de mixar e produzir? Ele reconhece que novas profissões vão surgir, mas insiste que descobrir uma nova vontade depois de perder a antiga é uma perda real, mesmo com adaptação possível.

Por que programadores e empreendedores não estão sendo substituídos

O autor fala da própria experiência como evidência de primeira mão, não de estudo. Ele diz ter mais de 6 anos de mercado, duas empresas (uma recentemente vendida, com faturamento acima de R$ 2 milhões por mês, segundo o próprio relato) e uma equipe de cinco pessoas que fatura R$ 280 mil com ajuda da IA. Os números são o relato do autor sobre os negócios dele, sem auditoria independente.

Na visão dele, o engenheiro de software não foi substituído, foi transformado. Marketing, vendas e desenvolvimento usam IA como acelerador, e o profissional que domina a ferramenta produz mais. O risco, portanto, é assimétrico: quem trabalha com tecnologia e empreendedorismo está no comando da mudança; quem vive de entregas que a IA replica sozinha está na ponta que sente primeiro.

Ele usa uma metáfora de cebola para explicar: o profissional de tecnologia vive na borda da inovação. Cada atualização tira uma casca, e quem fica parado na borda é o primeiro a ser alcançado. A resposta não é negar a mudança, é migrar para dentro antes que ela chegue.

A tese da oportunidade: por que ele compara este momento ao Bitcoin

O autor compara 2026 ao período inicial do Bitcoin, quando poucos levaram a sério e quem entendeu cedo colheu o maior ganho. A analogia dele: quem souber combinar IA com marketing digital e vendas pode faturar muito com equipe mínima, porque a tecnologia multiplica o que uma pessoa sozinha consegue entregar.

Ele observa que a maioria das pessoas usa assistentes como o ChatGPT só para consultas simples e geração de imagens, sem explorar automação, produtos digitais ou serviços para outras empresas. Essa distância entre uso casual e uso comercial é, para ele, a janela de oportunidade.

O vídeo termina com oferta de mentoria do próprio canal, com promessa de renda de R$ 5 a 10 mil por mês. Separe as duas coisas: a análise sobre mudança de mercado é o conteúdo; a promessa de ganho é comercial, vem de quem vende o curso e não constitui evidência de resultado.

Como se posicionar na prática diante dessa mudança

Do vídeo saem três passos concretos, traduzidos aqui para uma decisão prática:

  1. Use IA na operação, não só na consulta. Substitua tarefas repetitivas do seu trabalho por fluxos assistidos por IA, medindo o tempo economizado em semanas, não em promessas.
  2. Empacote o que você já sabe fazer. Sites, aplicativos e soluções digitais para outras empresas são, segundo o autor, onde a alavanca financeira está hoje.
  3. Não dependa de um único ofício replicável. Se sua renda vem de entregas que uma ferramenta gratuita reproduz, diversifique a oferta antes que o cliente perceba a alternativa.

Vale lembrar o limite do argumento: são recomendações de um empreendedor que vende mentoria sobre o tema, sustentadas pela experiência dele. Úteis como direção, mas não como garantia de resultado.

Perguntas frequentes

  • A IA vai substituir programadores? O autor do vídeo responde que não: o programador mudou de função e passou a usar IA como acelerador. Ele relata isso com base na própria empresa, não em dados de mercado amplos.
  • O que é AGI, citada no vídeo? AGI seria uma inteligência artificial com capacidade geral equivalente à humana, capaz de agir por conta própria. O vídeo menciona o termo em um alerta atribuído a um ex-engenheiro da OpenAI e da Anthropic isso é o relato do vídeo, não um fato confirmado.
  • Fotografia acabou por causa da IA? Não, mas o vídeo mostra que fotografia de passeio com preço baixo perde espaço quando o cliente consegue gerar imagens semelhantes no celular. Nichos com valor autoral ou técnico seguem existindo.
  • Vale a pena investir em aprender IA agora? O argumento do vídeo é que sim, porque pouca gente usa a tecnologia além de consultas simples. É uma opinião de quem vende mentoria sobre o assunto, então avalie com seu próprio orçamento e objetivo.

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