# 10 produtos extintos dos anos 2000 que faliram no Brasil

> Published 2026-10-04T01:25:06.722Z on https://www.crazystack.com.br/pt/p/10-produtos-extintos-dos-anos-2000-que-faliram-no-brasil/
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Produtos extintos dos anos 2000 faliram por um motivo em comum: aposta alta em criatividade e vendas baixas. Do Cheitos Lanchonete à cerveja Escola 360, marcas como Elma Chips, Kibon, Nestlé, Kaiser, Sadia e Pullman lançaram itens que duraram poucos anos. Este artigo reúne cada caso com o motivo do fim.

## Por que esses produtos extintos dos anos 2000 faliram tão rápido?

Produtos extintos dos anos 2000 faliram, na maioria dos casos, por vendas abaixo do esperado em portfólios de grandes fabricantes. O padrão se repete: a empresa investe em produção e marketing, o consumidor experimenta por curiosidade e não recompra. Sem recompra, o item é cortado. Como diz o velho ditado repetido no vídeo, não há nada novo que dure 100 anos.

A lista reúne marcas fortes. A [Elma Chips](https://www.elmachips.com.br) tentou salgadinhos em formato de lanche e até um Fandangos Doce. A [Kibon](https://www.kibon.com.br) e a [Nestlé](https://www.nestle.com.br) apostaram em sorvetes sofisticados. A [Kaiser](https://www.heineken.com/br), hoje parte da Heineken no Brasil, lançou duas cervejas de posicionamento diferente. A [Sadia](https://www.sadia.com.br) reformulou o Hot Pocket, e a [Pullman](https://www.pullman.com.br) tentou um pão de forma premium.

O vídeo do Canal 90 que inspirou este artigo apresenta dez desses casos, e os dados de investimento e datas citados abaixo vêm dessa reportagem em vídeo, tratados aqui como relato do próprio canal.

## Resumo dos produtos extintos: quem lançou, quando e por que sumiu

Se você quer a visão geral antes dos detalhes, a tabela abaixo compara os principais produtos extintos da década. Ela reúne a marca responsável, o ano ou período de lançamento e o motivo declarado do fim, sempre segundo o relato do Canal 90.

| Produto | Marca | Lançamento | Por que saiu |
| --- | --- | --- | --- |
| Cheitos Lanchonete | Elma Chips | Anos 2000 | Vendas abaixo do esperado |
| Fandangos Doce | Elma Chips | Anos 2000 | Retirado no ano seguinte |
| Di Form | Kibon | Anos 80 | Saiu ainda nos anos 90 |
| Extreme Gold | Nestlé | Anos 2000 | Riscado cerca de 3 anos depois |
| Kaiser Summer Draft | Kaiser | Dezembro de 1995 | Vendas tímidas até o início dos anos 2000 |
| Hot Pocket salgado | Sadia | Anos 2000 | Substituído pelo hambúrguer |
| Pão Bom Golden | Pullman | 2002 | Vendas baixíssimas |
| Escola 360 | BEV | 2010 | Cancelada em menos de 5 anos |

## Cheitos Lanchonete e Fandangos Doce: as apostas excêntricas da Elma Chips

O Cheitos Lanchonete e o Fandangos Doce são os casos mais lembrados de salgadinhos extintos da Elma Chips. Nos dois, a criatividade do formato rendeu atenção na gôndola, mas não gerou recompra. Um durou poucos anos; o outro, apenas uma temporada.

O Cheitos Lanchonete, também chamado de Cheitos X-Burguer, chegou nos anos 2000 com salgadinhos moldados como pão, carne e queijo de um sanduíche. A ideia era você montar um cheeseburger em miniatura. A [Elma Chips](https://www.elmachips.com.br) cancelou o produto poucos anos depois, por vendas insuficientes.

A ousadia não parou aí. Na mesma década, a Elma Chips criou o Fandangos Doce, com sabores de churros, incluindo sachê de doce de leite, e uma versão de chocolate em formato de estrela. Segundo o relato do Canal 90, a linha saiu do mercado já no ano seguinte ao lançamento. Curiosamente, a Leco lançou na mesma época o Churritos, seu salgadinho de churros, que também sumiu rapidinho das prateleiras.

Nos dois casos, a marca era reconhecida e o formato chamava atenção. O que faltou foi motivo para a segunda compra: o consumidor lembrava mais do conceito do que do sabor.

## Di Form e Extreme Gold: os sorvetes sofisticados que não vingaram

O Di Form e o Extreme Gold tentaram levar sofisticação à freezer de sorvetes, e ambos acabaram cortados. Um morreu no fim dos anos 90 por falta de espaço em um mercado lotado de novidades; o outro custou caro demais para durar.

O Di Form foi o sorvete diet da [Kibon](https://www.kibon.com.br), lançado na esteira da onda de produtos dietéticos dos anos 80. A linha Bom Regime começou em potes grandes e depois ganhou potinhos menores. O Di Form reforçava a presença da marca no público adulto, mas desapareceu dos supermercados ainda nos anos 90, em meio a lançamentos constantes de concorrentes.

Já o Extreme Gold, da [Nestlé](https://www.nestle.com.br), apostou na casquinha no lugar do wafer tradicional: cone de chocolate ao leite, sorvete de baunilha, calda de frutas vermelhas e raspas de chocolate. De acordo com o Canal 90, a Nestlé investiu milhões de reais entre produção e marketing em TV, cinema e ponto de venda. Cerca de três anos depois do lançamento, nos anos 2000, o produto saiu da linha.

Os dois casos mostram o mesmo limite: sofisticação encarece o produto, e o consumidor de sorvete comparava preço com as opções tradicionais da mesma freezer.

## Kaiser Summer Draft e Escola 360: cervejas que viraram curiosidade

A Kaiser Summer Draft e a Escola 360 apostaram em promessas de marketing opostas, e nenhuma sobreviveu ao teste do paladar. A primeira vendeu o verão como categoria; a segunda, a promessa de não estufar. As duas saíram do portfólio com prejuízo.

A Kaiser Summer Draft foi lançada em dezembro de 1995 com cerca de 2 milhões de reais de investimento, segundo o Canal 90. O posicionamento era estacional: leveza, modernidade e a ideia de transformar o verão em categoria própria da cerveja. As vendas foram tímidas nos primeiros anos, o produto resistiu até o início dos anos 2000 e saiu do portfólio para a Kaiser retomar o foco na cerveja tradicional.

A Escola 360 seguiu o caminho inverso no discurso: em vez de sazonal, resolvia uma queixa real. Lançada regionalmente em 2010 e expandida nacionalmente em 2011 após anos de pesquisa da BEV, prometia não estufar nem dar sensação de inchaço, graças a um processo de fermentação de 360 graus. O público comentou muito a proposta, mas boa parte de quem experimentou classificou a cerveja como aguada e sem gosto.

A Escola 360 durou menos de cinco anos e foi cancelada pela BEV, com prejuízo relevante em produção e marketing. Nas duas histórias, o atributo de marketing não sobreviveu ao teste do paladar.

## Hot Pocket original e Pão Bom Golden: reformulações que contam a história

O Hot Pocket e o Pão Bom Golden mostram dois desfechos possíveis para um produto que nasce errado. A Sadia corrigiu o formato até acertar; a Pullman manteve o posicionamento premium em uma categoria sensível a preço e perdeu.

O Hot Pocket existe até hoje nas prateleiras, mas o formato de origem não é o atual. Quando a [Sadia](https://www.sadia.com.br) lançou o Pocket Sadia, ele era um salgado assado de micro-ondas, douradinho em dois minutos, e não o hambúrguer conhecido hoje. O formato de salgado durou alguns anos até dar lugar ao hambúrguer e ao Novo Hot Pocket Pizza, uma fatia macia e crocante pronta em um minutinho. Com o tempo, a pizza também saiu e restou só o hambúrguer no portfólio.

Já o Pão Bom Golden, da [Pullman](https://www.pullman.com.br), nasceu em 2002 como um pão de forma premium, anunciado como mais fresco e nutritivo, com cheiro de pãozinho feito na hora. Custava mais que o tradicional e as vendas foram baixíssimas. Os consumidores preferiram manter o pão de forma comum, e o Bom Golden foi descontinuado.

O contraste entre os dois é útil: a Sadia corrigiu o produto até achar o formato que o mercado aceitava. A Pullman não abriu mão do preço alto, e o produto morreu. É a diferença entre iterar e insistir.

## O que esses fracassos ensinam sobre lançar produtos no Brasil

A lição dos dez casos é que criatividade sem recompra não sustenta produto nenhum. Salgadinho em formato de sanduíche, cerveja que não estufa e pão premium resolveram problemas de gôndola, não de consumidor. Nas dez histórias, o consumidor experimentou uma vez e voltou ao que já comprava.

Três padrões se repetem em todos os casos:

1. A empresa investe pesado em produção e marketing antes de validar a demanda real.
2. O consumidor testa por curiosidade e não encontra motivo para a segunda compra.
3. A marca corta o produto em poucos anos e realoca o orçamento no portfólio tradicional.

A diferença entre Sadia e Pullman fecha o argumento. Reformular o produto até caber no hábito do consumidor funciona; insistir no posicionamento premium contra o preço não.

## O Cheitos Lanchonete voltou ao mercado?

Não há registro de relançamento. A Elma Chips cancelou o produto poucos anos depois do lançamento nos anos 2000, e ele permanece como uma das lembranças mais citadas de salgadinhos extintos no Brasil.

## Por que a Kaiser Summer Draft foi descontinuada?

As vendas foram tímidas desde os primeiros anos. A Kaiser manteve o produto até o início dos anos 2000, quando optou por retirá-lo do portfólio e concentrar o investimento na cerveja tradicional da marca.

## O Hot Pocket sempre foi hambúrguer?

Não. O primeiro Hot Pocket da Sadia era um salgado assado de micro-ondas, pronto em dois minutos. O hambúrguer e a fatia de pizza chegaram depois, e a pizza também acabou saindo do portfólio.

## A Escola 360 realmente não estufava?

Essa era a promessa da BEV, baseada em um processo de fermentação de 360 graus. Muitos consumidores, porém, reclamaram que a cerveja era aguada e sem gosto, e o produto durou menos de cinco anos.

## Quem fabricava a Escola 360?

A Escola 360 era produzida pela BEV, mesma empresa citada no vídeo como responsável pelos anos de pesquisa antes do lançamento regional em 2010. A BEV expandiu a marca nacionalmente em 2011 e cancelou o produto com prejuízo relevante.

## O Fandangos Doce teve concorrente?

Sim. Na mesma época em que a Elma Chips vendeu o Fandangos Doce, a Leco lançou o Churritos, salgadinho de sabor churros. Ele também desapareceu rápido das prateleiras, e o sonho do salgadinho de churros morreu na praia pelas duas marcas.

## Por que o pão de forma premium da Pullman falhou?

O Pão Bom Golden custava mais que o pão de forma tradicional, e o público não pagou a diferença. As vendas foram baixíssimas desde o lançamento em 2002, e a Pullman descontinuou o produto.

## Onde assistir ao vídeo original sobre esses produtos?

O vídeo "10 Produtos que FALIRAM Rápido! #13" foi publicado no Canal 90 no [YouTube](https://www.youtube.com/watch?v=_3maKjTwdLs). Ele apresenta os dez casos com trechos dos comerciais originais das época, incluindo as propagandas do Cheitos Lanchonete e da Kaiser Summer Draft.

## Vale a pena relançar produtos extintos como esses?

Depende do objetivo. Como campanha sazonal de nostalgia, esses produtos geram mídia espontânea; como linha permanente, a história mostra que a demanda original nunca existiu de fato. Sem resolver a recompra, o relançamento repete o fracasso.

## Transforme suas memórias em vídeo em artigos que duram mais

Esses fracassos de prateleira mostram como a memória do consumo brasileiro vive espalhada em vídeos, depoimentos e relatos rápidos que o tempo apaga. Se você tem conteúdo assim, uma resenha nostálgica, uma explicação ou uma lista que só existe em vídeo, transformá-lo em texto é a forma de preservar a história e alcançar quem pesquisa por escrito.

Materiais como este vídeo do Canal 90 mostram o caminho: transcreva, organize por caso, adicione contexto e publique. Aprender esse fluxo de produção de conteúdo é exatamente o que você pratica no [Bootcamp do Dev Doido](https://crazystack.com.br), do Gustavo Dev Doido, onde o Crazystack Typescript ensina a construir ferramentas e projetos reais, inclusive pipelines de conteúdo como o descrito abaixo.

Com o [Skala Blog](https://skalablog.com), você cola a URL do vídeo, obtém a transcrição e gera um artigo estruturado, pronto para revisar e publicar. Vale para listas como esta, entrevistas, aulas e opiniões: o vídeo continua no YouTube, e a versão escrita passa a trabalhar por você.

[Source video](https://www.youtube.com/watch?v=_3maKjTwdLs)
