Hotmart vs Udemy vs Plataforma Própria: Onde
Já testei as três. Cada uma tem seu momento certo. Vou te mostrar os números reais pra você decidir sem achismo.
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Já testei as três. Cada uma tem seu momento certo. Vou te mostrar os números reais pra você decidir sem achismo.
Hotmart vs Udemy vs Plataforma Própria: Onde. Já testei as três. Cada uma tem seu momento certo. Vou te mostrar os números reais pra você decidir sem achismo.
Galera, eu já vendi curso em Hotmart, já coloquei conteúdo na Udemy e já rodei plataforma própria. Cada uma tem vantagens reais e problemas reais. O que eu vejo por aí é muita opinião de quem nunca usou de verdade — aqui eu vou te dar a visão prática.
A escolha da plataforma não é definitiva. Dá pra mudar depois, dá pra usar mais de uma ao mesmo tempo. Mas começar no lugar certo economiza meses de dor de cabeça. Então bora analisar cada uma com números.
Esse é o ponto que mais pesa na decisão, e com razão. A diferença de taxas pode significar milhares de reais por ano no seu bolso.
Na Hotmart, a taxa base é de 9,9% + R$ 1 por venda. Se usar a HotPay (checkout deles), fica nisso. Se adicionar afiliados, você define a comissão — normalmente 30-50% do valor do curso vai pro afiliado. Parece muito? Depende. Afiliado traz venda que você não faria sozinho.
Na Udemy, se o aluno veio pelo marketplace da Udemy (busca orgânica deles), a plataforma fica com 63% da receita. Sim, 63%. Se o aluno veio por um link seu (cupom de instrutor), você fica com 97%. A diferença é gigante, e a maioria das vendas na Udemy vem do marketplace — ou seja, a Udemy fica com a maior parte.
O plano completo por trás da criação do meu curso — decisões, erros e aprendizados.
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Na plataforma própria (Teachable, Thinkific, etc.), você paga uma mensalidade fixa. Teachable cobra de US$ 39 a US$ 199/mês dependendo do plano. Thinkific tem plano gratuito limitado e pagos a partir de US$ 49/mês. As taxas de transação são só do gateway de pagamento (2-5% do Stripe ou PayPal).
Taxa de 9,9% + R$1 por venda. Afiliados recebem comissão definida por você (30-50% típico).
63% de taxa para vendas orgânicas do marketplace. 3% para vendas via cupom de instrutor.
Isso aqui é onde as plataformas mais se diferenciam na prática. Na Hotmart, você define o preço e ninguém mexe. Ponto. Se quer cobrar R$ 997, cobra R$ 997. Você também tem acesso aos dados dos alunos — email, histórico de compra, tudo.
Na Udemy, a história é outra. Eles fazem promoções constantemente — tipo, toda semana. Seu curso pode aparecer por R$ 22,90 mesmo que você tenha definido R$ 299. E não tem como impedir. Os dados dos alunos também são limitados: você não recebe o email real deles pra construir uma lista.
Na plataforma própria, o controle é total. Preço, cupons, upsells, downsells, email marketing, tudo na sua mão. E a lista de emails é sua — ninguém pode tirar de você. Isso tem um valor enorme a longo prazo.
Plataformas mudam regras o tempo todo. Algoritmos mudam. Taxas mudam. Mas a sua lista de emails é um ativo que ninguém tira de você. Se amanhã a Hotmart dobrar a taxa, você migra e leva seus alunos junto. Se depende 100% da Udemy, fica refém.
A Udemy tem mais de 70 milhões de alunos cadastrados. É um marketplace gigante. Quando alguém pesquisa 'curso de Python' no Google, página da Udemy aparece nos primeiros resultados. Isso é tráfego gratuito que você não precisou gerar.
A Hotmart tem marketplace também, mas é menor e focado no Brasil. O Hotmart Club (área de membros deles) aparece em buscas, mas não tem a mesma autoridade de domínio da Udemy no Google. O forte da Hotmart é o programa de afiliados — outras pessoas gerando tráfego pra você.
Na plataforma própria, o tráfego é 100% por sua conta. Se você não gera, não vende. Parece assustador, mas se você já tem audiência (newsletter, YouTube, Instagram), esse modelo dá mais dinheiro porque a margem é muito maior.
A Hotmart é a maior plataforma de infoprodutos do Brasil. Não é exagero: domina o mercado latino-americano. O ecossistema é completo — checkout, área de membros, programa de afiliados, analytics, email marketing básico.
O que eu mais gosto: o programa de afiliados. Dá pra configurar comissão diferente por produto, aprovar afiliados manualmente, e acompanhar métricas de cada um. Afiliados bons podem representar 40-60% das suas vendas.
O que eu menos gosto: a área de membros (Hotmart Club) é limitada. Funciona, mas é básica. Não dá pra customizar muito. E o suporte, quando você tem um problema específico, pode demorar dias.
A Udemy é a Netflix dos cursos. Milhões de cursos, milhões de alunos, promoções o tempo todo. Se você quer volume e exposição, é uma opção forte. Mas o modelo de negócio favorece a plataforma, não o instrutor.
O grande problema é o preço. A Udemy faz promoções agressivas praticamente toda semana. Seu curso de R$ 300 aparece por R$ 27,90. Isso treina o consumidor a nunca pagar preço cheio. E você não tem como impedir — ao publicar na Udemy, aceita as regras deles.
Por outro lado, as vendas orgânicas podem surpreender. Eu conheço instrutores que ganham R$ 10-30k por mês na Udemy sem fazer nenhum marketing. O tráfego da plataforma faz o trabalho. Funciona especialmente bem pra temas com busca alta: programação, Excel, design, idiomas.
Use a Udemy como vitrine, não como plataforma principal. Coloque um curso introdutório lá (ou versão compacta) e direcione os alunos pro seu curso completo na Hotmart ou plataforma própria. Assim você pega o tráfego orgânico sem ficar refém dos descontos.
Aqui é onde fica interessante pra quem quer construir um negócio de verdade, não só vender um curso. Com plataforma própria, você tem controle total: preço, experiência do aluno, dados, marca, upsells, tudo.
Teachable é minha favorita pra começar com plataforma própria. Interface limpa, checkout bom, integração com Zapier e email marketing. Plano básico sai por US$ 39/mês. O plano Pro (US$ 119/mês) tira a marca da Teachable e dá mais features.
Thinkific é parecida, com a vantagem de ter plano gratuito (limitado a 1 curso). Boa pra testar o modelo antes de investir. A interface é um pouco mais engessada que a Teachable, na minha opinião.
E tem a opção full custom: Next.js + Stripe + banco de dados próprio. Se você é programador, dá pra construir tudo do zero com margem de quase 100% (menos taxa do Stripe, 2,9%). Mas demanda tempo e manutenção. Só recomendo se tecnologia é o seu forte.
Vou ser direto porque é isso que você quer saber.
Dá e eu recomendo. Eu uso Hotmart pro mercado brasileiro com programa de afiliados, e tenho uma versão enxuta na Udemy pra captar tráfego internacional. Cada plataforma tem um papel diferente na estratégia.
A única coisa que você precisa evitar é vender o mesmo curso pelo mesmo preço em plataformas diferentes. Diferencie: versão compacta na Udemy, versão completa com bônus na Hotmart, versão premium com mentoria na plataforma própria. Simples assim.
Se você já tá vendendo em uma plataforma e quer migrar, a transição precisa ser suave. Não corte o canal antigo abruptamente — faça uma migração gradual.
Passo um: construa a nova plataforma e teste com um grupo pequeno de alunos. Passo dois: pare de gerar tráfego novo pro canal antigo e direcione tudo pro novo. Passo três: mantenha o acesso dos alunos antigos pelo tempo prometido. Passo quatro: quando 80%+ das vendas estiverem no canal novo, feche o antigo.
O segredo é construir a lista de emails desde o primeiro dia. Com uma lista de emails, você migra de plataforma sem perder ninguém. Sem lista, você depende do marketplace — e marketplace não é seu.
Não existe plataforma perfeita — existe a certa pro seu momento
Comece onde faz sentido agora e planeje migrar quando crescer
Construa lista de emails desde o dia um — é o ativo mais valioso
Use mais de uma plataforma pra diversificar receita e reduzir risco