Você é seu Nicho: Ideia Oposta aos Cursos
Esqueça persona, arquétipo e nicho dos três grandes mercados. A única ideia que funciona na internet é você ser seu próprio nicho. Os 3 elementos que selecionam público
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Esqueça persona, arquétipo e nicho dos três grandes mercados. A única ideia que funciona na internet é você ser seu próprio nicho. Os 3 elementos que selecionam público
Você é seu Nicho: Ideia Oposta aos Cursos. Esqueça persona, arquétipo e nicho dos três grandes mercados. A única ideia que funciona na internet é você ser seu próprio nicho. Os 3 elementos que selecionam público comprador.
Todo curso de marketing que começa pela persona já está errado. Não porque o conceito de persona seja inútil, mas porque quando você cria uma persona sem ter vivido o mercado, você inventa uma pessoa que não existe. Você passa horas descrevendo características de alguém que é fruto de suposição.
O arquétipo tem o mesmo problema. Você escolhe um personagem, tenta encaixar sua comunicação nele, e dali pra frente fica fingindo ser uma versão de você que não é você de fato. A comunicação fica artificial. As pessoas percebem isso, mesmo sem saber nomear o que está errado.
E o nicho dos três grandes mercados, saúde, dinheiro e relacionamento, é talvez o conselho mais repetido e menos útil da internet. Se você não domina nenhum dos três, entrar neles porque disseram que é onde está o dinheiro é o caminho mais rápido para competir com quem realmente domina e sair perdendo sempre.
Esse é o ponto de partida. Você só vende se resolver um problema real. Não importa o quão carismático você é, não importa a qualidade do seu conteúdo de entretenimento. Se você não resolve nada concreto para ninguém, não tem venda.
Mas só resolver problema não basta. Se ficar só nisso, você é genérico. Você é mais um resolvendo o mesmo problema que vinte outros estão resolvendo com a mesma abordagem. Você precisa dos outros dois elementos para sair do mar de semelhantes.
Esse é o que começa a diferenciar. Dentro do conteúdo que você produz, você inclui os temas que estudou por interesse genuíno. Não porque o mercado pediu, não porque o nicho exige. Porque você gosta. Isso aparece no conteúdo de um jeito que não dá pra fingir.
Quando você mistura a solução de um problema com as perspectivas que vêm das áreas que você estuda por prazer, o conteúdo começa a ter um sabor diferente. Ele fica mais rico, mais inesperado, mais memorável. As pessoas começam a querer ouvir você não só pelo problema que você resolve, mas pela forma como você pensa.
Esse é o que faz as pessoas escolherem você ao invés de outros que resolvem o mesmo problema e estudam as mesmas coisas. Personalidade é o que transforma conteúdo em relacionamento.
Quando você elimina sua personalidade do conteúdo tentando parecer mais profissional, mais neutro, mais adequado ao nicho, você corta o que é mais valioso. As pessoas não escolhem comprar de alguém que parece uma empresa. Elas escolhem comprar de alguém que parece uma pessoa. E de preferência uma pessoa que elas gostariam de ser, ou que já foram, ou que têm algo que elas querem ter.
Na internet, o jogo que funciona é o da admiração. Não de vaidade, não de exibição vazia. As pessoas seguem quem mostra uma vida que elas gostariam de ter ou um caminho que elas gostariam de percorrer. Isso não tem nada de errado. É ambição, não inveja.
A diferença entre ambição e inveja é simples: ambição é olhar para o que o outro tem e querer construir algo semelhante. Inveja é olhar para o que o outro tem e torcer para que ele perca. A ambição move, a inveja paralisa. O jogo da internet é construído para quem usa a ambição como combustível.
Isso significa que você precisa mostrar sua vida, seus resultados, seu processo. Não para se vangloriar. Para dar às pessoas algo concreto para admirar e querer replicar. E a forma mais direta de fazer isso é sendo transparente sobre o caminho, não só sobre os resultados.
Se você inclui os três elementos no seu conteúdo, os problemas que resolve, as coisas que estuda e sua personalidade, a persona se define sozinha. Quem não é seu público vai naturalmente sair. Quem é vai ficar e vai se identificar cada vez mais profundamente.
Isso acontece porque as pessoas com perfil parecido com o seu vão reconhecer sua forma de pensar, sua forma de falar, seus interesses. A identificação não precisa ser consciente. Ela simplesmente acontece quando alguém ouve alguém que pensa de forma semelhante.
Quem assistiu muitos vídeos de alguém e continua assistindo já demonstrou que há identificação. Não precisa de mapa da empatia para entender isso. A audiência comprova a persona. Você não precisa inventar a persona antes de ter audiência.
Não existe exercício mais destrutivo para a diferenciação do que analisar concorrentes com o objetivo de fazer diferente. O que acontece na prática é o oposto: você vai absorver o repertório deles e vai acabar parecido. Para se diferenciar, você precisa buscar referências fora do seu mercado, não dentro.
Conteúdo criado para agradar é conteúdo sem posição. Sem posição não há diferenciação. E sem diferenciação você é mais um. Ford não perguntou para os clientes o que queriam porque eles teriam pedido um cavalo mais rápido. Jobs não perguntou porque ninguém ia descrever um iPhone em 2007. Você não descobre o que as pessoas precisam perguntando. Você descobre pensando sobre o problema com profundidade e apresentando uma solução que elas não sabiam que precisavam.
Quanto mais simples a sua fala, mais conexão você cria. O teste é claro: uma criança de 10 anos entenderia esse vídeo, esse texto, esse post? Se a resposta for sim, você está no nível certo. Não porque o conteúdo é raso, mas porque você conseguiu traduzir algo complexo em algo compreensível. Isso é habilidade, não simplificação barata.
Quando você é autêntico no conteúdo, alguns vão gostar e outros não vão. E isso é exatamente o que você quer. Uma audiência que ficou por identificação genuína compra com muito mais facilidade do que uma audiência que ficou por conteúdo genérico que serve para todos.
A quantidade de seguidores importa menos do que a qualidade da identificação. Uma audiência pequena, mas genuinamente identificada com quem você é, gera mais vendas do que uma audiência enorme que te segue por um conteúdo que qualquer pessoa poderia fazer.
Isso é contra-intuitivo para quem cresceu vendo métricas de alcance como indicador de sucesso. O alcance importa, mas o que converte é a profundidade da conexão. E conexão profunda só vem de conteúdo que tem personalidade real, perspectiva genuína e solução concreta. Quando esses três estão juntos, você é seu nicho.
Quando usar cada um