Caso Figma e Adobe: impacto nos negócios SaaS
O IPO da Figma em meio à desistência da Adobe reacende a relevância do mercado de SaaS. Veja o que isso significa para quem está criando software escalável.
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O IPO da Figma em meio à desistência da Adobe reacende a relevância do mercado de SaaS. Veja o que isso significa para quem está criando software escalável.
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Caso Figma e Adobe: impacto nos negócios SaaS. O IPO da Figma em meio à desistência da Adobe reacende a relevância do mercado de SaaS. Veja o que isso significa para quem está criando software escalável.
Em setembro de 2022, a Adobe anunciou um acordo pra adquirir a Figma por cerca de 20 bilhões de dólares. A Figma, conhecida por seu editor colaborativo de interfaces online, virou referência em design de produto e UX.
Mas o plano de aquisição enfrentou barreiras regulatórias. Órgãos dos EUA, Europa e Reino Unido alegaram possíveis riscos de monopólio caso a compra rolasse, o que levou a Adobe a desistir da aquisição em dezembro de 2023.
Cancelar um acordo desse tamanho não sai barato. Como cláusula do contrato, a Adobe foi obrigada a pagar uma multa de 1 bilhão de dólares à Figma por ter recuado do negócio. Um sinal direto do tamanho da aposta que ambas as empresas estavam fazendo.
Mesmo sem fechar negócio, a Figma ganhou 1 bilhão de dólares só pela desistência. Esse valor turbinou ainda mais sua capacidade de operar de forma independente.
Em abril de 2026, a Figma abriu capital na bolsa americana. A expectativa inicial era ofertar ações a 33 dólares, mas o mercado reagiu de forma explosiva: as ações logo explodiram pra 85 dólares na estreia e passaram de 110 nos dias seguintes.
Hoje, só três anos depois de quase ser vendida por 20 bilhões, a Figma ultrapassou os 44 bilhões em valor de mercado — mais da metade do valuation da própria Adobe.
Mesmo com o avanço das inteligências artificiais, a Figma conseguiu valorizar fortemente sua operação. Isso mostra que rola espaço pra ferramentas colaborativas, com foco em UX, criadas na nuvem, e com estrutura de SaaS (software como serviço).
O modelo de edição colaborativa em tempo real da Figma é direto comparado ao Google Docs do design. Essa simplicidade na proposição de valor atrai empresas e designers no mundo inteiro.
Muita gente tem deixado de começar seus próprios SaaS por medo do avanço da inteligência artificial. Mas o que o mercado tá dizendo com a valorização da Figma é justamente o contrário.
A IA ainda não matou o mercado de software. O crescimento da Figma mostra que, mesmo com concorrência e inovação tecnológica, rola demanda por boas soluções SaaS.
O sucesso do IPO da Figma reacende o interesse por empresas de software na bolsa, algo que tinha esfriado depois da pandemia. O movimento indica que novos IPOs e investimentos em SaaS podem voltar com força.
No Brasil, várias empresas de SaaS foram compradas durante ou depois da pandemia: Bling, Vindi, Resultados Digitais, entre outras. O cenário pode tá voltando pra esse patamar e o momento é estratégico pra acelerar.
Esse novo ciclo pode beneficiar produtos locais e soluções SaaS adaptadas ao contexto brasileiro. Quem começar a construir agora, pode surfar a próxima onda.
Tudo isso leva a um ponto: não espere o "melhor momento". O SaaS voltou a ter protagonismo no cenário de negócios e se você não começar a construir agora, vai perder a janela ideal pra escalar algo relevante.