Erros de Comunicação Interna e Externa
Dois erros de comunicação que aparecem em praticamente toda empresa e que, quando corrigidos, transformam o negócio por completo.
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Dois erros de comunicação que aparecem em praticamente toda empresa e que, quando corrigidos, transformam o negócio por completo.
Dois erros de comunicação que aparecem em praticamente toda empresa e que, quando corrigidos, transformam o negócio por completo.
Esse erro é mais comum do que parece. Você decide, na sua cabeça, com quem quer falar. Só que o que você produz atrai um público completamente diferente. O resultado? Você pensa que está se comunicando com um grupo específico de pessoas, mas na prática está atraindo outro perfil inteiro.
Um exemplo concreto: imagine que você quer falar com mulheres, mas toda a sua forma de se expressar, os problemas que você aborda e as histórias que você conta interessam majoritariamente a homens. O que acontece? Você atrai homens. E aí você fica perdido, sem entender de onde veio essa audiência.
O ponto de partida mais seguro quando você não sabe bem com quem falar é simples: fale com você mesmo. Não com o você de hoje, mas com o você de um, dois, três anos atrás. Você sabe exatamente quais eram as dúvidas dessa pessoa, os medos dela, o que ela precisava ouvir. Isso gera um conteúdo preciso.
Uma vez que você define com quem quer falar, o segundo movimento é entender como essa pessoa precisa ser abordada. Você não fala do mesmo jeito com amigos depois do futebol e com alguém que você quer conquistar romanticamente. O tom muda, a cadência muda, as palavras mudam. No digital, isso se traduz em cenário, vestimenta, gírias, pausas, narrativa. Posicionamento, na prática.
Esse é o erro que destrói o trabalho de quem está do seu lado. Você toma uma decisão importante sobre o direcionamento do negócio, sobre com quem quer falar, sobre o posicionamento. E não comunica para as pessoas que trabalham com você.
O que acontece depois? A equipe continua agindo com base em referências antigas. E aí surgem resultados que não correspondem ao que você imaginava. A tendência natural é cobrar a pessoa que errou. Mas antes de fazer isso, vale se perguntar: de onde saiu esse erro? Muitas vezes, ele começa numa informação que chegou errada, incompleta ou simplesmente não chegou.
Tem mais uma dimensão importante aqui: quando alguém da equipe erra, o time inteiro perde. Não é um problema individual. Então tratar o erro como punição pessoal é perder o ponto. O objetivo é entender a origem, corrigir o processo e seguir em frente. Enquanto a pessoa mostra interesse em melhorar, vale investir nela.
A comunicação interna não é sobre dar ordens. É sobre transmitir visão. As pessoas que trabalham com você precisam enxergar o negócio da mesma forma que você. Não na vida pessoal, não em tudo. Mas no que diz respeito ao trabalho, ao posicionamento, ao público, ao produto — elas precisam estar alinhadas.
A resposta não é sofisticada. É frequência. Você precisa criar encontros regulares onde transmite a sua forma de pensar. No início, é quase uma aula — você fala, elas aprendem. Com o tempo, vira diálogo. A pessoa começa a contribuir com perspectivas que você não tinha, enxerga coisas que você não enxergava.
Isso é o mesmo que acontece quando você estuda com um bom professor. No começo, a distância de conhecimento é grande. Ele está muito à frente de você. Conforme o tempo passa, a distância diminui. Em certos assuntos, vocês chegam ao mesmo nível. Em alguns pontos específicos, você pode até passar o professor. E aí começa uma troca de igual para igual que gera muito mais resultado para os dois.
Quando a comunicação interna funciona bem, ela impede os erros externos. É aquela equipe alinhada que vai garantir que o título do vídeo fale com o público certo, que a copy do post chegue para a pessoa certa, que a oferta esteja adequada para quem está sendo atraído.
Quando você erra a comunicação externa e atrai o público errado, o efeito imediato é você falar com pessoas que não têm interesse no que você vende. O efeito seguinte é vender menos. E quando você vende, a insatisfação é alta — porque sua entrega foi pensada para outro perfil de pessoa.
O preço que você cobra, a promessa que você faz, o resultado que você entrega: tudo isso foi calibrado para um público específico. Se o público que chega até você é outro, nada se encaixa direito. É como oferecer um jantar elaborado para quem só quer um lanche rápido.
Por isso a correção dos dois erros juntos é tão poderosa. Quando você define com quem quer falar e comunica isso internamente para todos que trabalham com você, a consistência começa a aparecer em tudo: nos títulos, nas chamadas, nas ofertas, na entrega. Cada peça encaixa na outra.
O processo funciona assim. Primeiro, você define o que quer falar. Não o produto ainda — o assunto. O universo que te interessa, que você domina, que te diverte. Segundo, você define o produto. Quando você sabe o assunto, o produto ajusta a comunicação. Terceiro, você define com quem quer falar. Quando você descobre o público, ele reajusta o produto, que reajusta a comunicação.
Perceba que isso não é uma linha reta. É um ciclo. A mudança num ponto afeta os outros dois. E você fica girando nesse ciclo, refinando a cada volta. Com o passar dos meses, a comunicação fica mais precisa, o público fica mais homogêneo, as vendas ficam mais fáceis e mais caras.
Isso que muita gente chama de 'nichar' é, na prática, só uma consequência desse refinamento. Você não escolhe um nicho — você vai descobrindo, ao refinar a comunicação, que existe um grupo específico de pessoas que ressoa com tudo o que você faz. E é para essas pessoas que você vende cada vez mais e cada vez melhor.
Cinco anos repetindo esse ciclo é o que separa quem tem um negócio digital sólido de quem ainda está tentando descobrir o que fazer. Não é talento. É iteração constante, com os olhos abertos para os erros — externos e internos — ao longo do caminho.
Quando usar cada um