Conteúdo Técnico vs Redes Sociais:
A venda é fazer brilhar o que você quer vender. Quando você vem pra internet e faz conteúdo técnico passo a passo, você faz o oposto: ofusca o
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A venda é fazer brilhar o que você quer vender. Quando você vem pra internet e faz conteúdo técnico passo a passo, você faz o oposto: ofusca o
Conteúdo Técnico vs Redes Sociais:. A venda é fazer brilhar o que você quer vender. Quando você vem pra internet e faz conteúdo técnico passo a passo, você faz o oposto: ofusca o objeto, torna ele chato e desinteressante. Entenda como evitar esse erro.
Existe uma analogia que explica o erro mais comum de quem cria conteúdo pra captar clientes. Vender é pegar um diamante, limpar bem e mostrar: olha que diamante, você não quer comprar?
O que acontece na internet é o contrário: as pessoas pegam o diamante, jogam dentro do cocô do cavalo e ficam se perguntando por que ninguém quer comprar. E isso acontece porque elas confundem duas coisas completamente diferentes: apresentar o diamante e explicar como se lapida o diamante.
As pessoas acham que pra vender precisam mostrar como funciona o processo. Como se limpa o diamante, como se faz o colar, como se transforma o diamante bruto em anel. Mas ninguém se importa com isso. O cara que quer pedir a namorada em casamento só quer um anel bonito pra apresentar um momento inesquecível. Ele não quer uma aula de gemologia.
Um gestor de tráfego que grava vídeo mostrando como sobe campanha no Facebook está cometendo esse erro. Um vídeo de como se programa campanha de search no Google, como se mexe na planilhinha do gerenciador — ninguém quer gastar 20 minutos do dia assistindo isso.
E olha a contradição: esse profissional quer captar clientes. Mas os clientes que ele quer — empresas, médicos, advogados — não têm interesse nenhum em aprender a fazer gestão de tráfego. Eles só querem o resultado: consultório cheio, loja com mais vendas, mais contratos fechados.
O que esse profissional deveria fazer é completamente diferente. Em vez de explicar como sobe uma campanha, ele deveria fazer um vídeo analisando como se dá a aquisição de clientes em uma clínica médica. Mostrando o que acontece quando o médico abre o consultório, como funciona o boca a boca, como o posicionamento no Google ajuda a aparecer nas pesquisas locais. Em nenhum momento ele precisa mencionar o processo técnico de gestão de tráfego. Mas implicitamente ele comprova sua autoridade e o cliente percebe: eu preciso desse serviço.
Esse é o ponto mais importante: o seu produto não é a estrela. O que importa é a vida do seu cliente, não o seu produto. O produto é só uma peça que vai tornar a vida do cliente melhor em algum sentido.
Pensa no vendedor de carros. O bom vendedor não chega explicando o processo de montagem do veículo na fábrica, mostrando fotos de cada parafuso no lugar. Ele pega o carro e enquadra ele dentro da vida do possível comprador. Mostra como esse carro é bom pra quem tem filhos, como protege a família, como vai agradar a esposa. Ele não vende um carro, vende uma experiência de vida melhor.
E pra um cara solteiro de 20 anos? Totalmente diferente. O argumento muda. O carro aparece como o objeto que vai fazer ele chegar na balada e chamar atenção. Mesma lógica: o produto é coadjuvante da história de vida do cliente.
No seu conteúdo, você não fica falando do produto. Você fica falando da vida. E o seu produto aparece como uma peça natural dentro dessa vida — algo que encaixa perfeitamente no contexto que você está apresentando.
O psicólogo que quer captar pacientes não precisa vir explicar como funciona a ansiedade toda semana. Ninguém aguenta ficar ouvindo isso repetidamente.
Mas imagine um vídeo que começa assim: você está no trabalho quando sua namorada manda uma mensagem — 'precisamos conversar'. Imediatamente aquilo vira um gatilho. O que será que eu fiz? Se você fez alguma coisa de verdade, pior ainda: qual das coisas será que ela descobriu? Olha como o vídeo já fica muito mais interessante do que qualquer explicação técnica sobre ansiedade.
No meio desse vídeo vai aparecer a compreensão do psicólogo sobre o fenômeno — como ele enxerga esse momento de tensão, como esse tipo de situação impacta o sistema nervoso, o que tende a acontecer internamente. E depois, como lidar com isso. Não é uma aula sobre ansiedade. É uma história que a maioria das pessoas já viveu, explicada por alguém que claramente entende do assunto.
Esse é o conteúdo que funciona: você apresentando um fenômeno de forma macro, onde sua atuação profissional aparece como parte desse todo. Não como tema principal, mas como solução natural para o contexto que você apresentou.
Tem uma observação importante aqui. Esse tipo de conteúdo — contextual, que apresenta fenômenos e enquadra soluções — funciona especialmente bem com público mais qualificado. Pessoas com maior capacidade de compreensão, com mais disposição de pagar e poder aquisitivo.
Isso não é elitismo. É só perceber que um cliente que entende rapidamente como o seu trabalho impacta a vida dele tem mais propensão a contratar e a pagar mais. Enquanto você fica ensinando o processo técnico, você atrai quem quer aprender a fazer sozinho — não quem quer contratar você.
Você não precisa mostrar faturamento, mostrar resultados, mostrar provas. Se você aprende a comunicar as coisas com clareza e profundidade, as pessoas chegam à conclusão naturalmente: esse cara deve ter resultados, porque ninguém que fala assim sobre o assunto não sabe do que está falando. E aí a confiança se constrói de forma genuína, não comprada.
A conclusão prática é simples: esqueça seu trabalho do dia a dia quando for criar conteúdo. Não fale das atividades que você executa. Fale das outras coisas todas que giram em torno do que você faz — e dentro dessas coisas, mostre como sua atividade se encaixa e qual impacto ela tem.
Se você quer vender tráfego, não fale de como se faz tráfego. Fale das outras coisas nas quais o tráfego está inserido — crescimento de negócios, aquisição de clientes, estratégias de visibilidade local. E aí, naturalmente, sua expertise em tráfego aparece como a peça que conecta tudo isso.
Cada peça de conteúdo que você cria dessa forma vai contribuindo para a construção da sua autoridade. Não porque você ficou ensinando técnicas, mas porque você mostrou que entende o fenômeno como um todo — e que sua atividade profissional tem um papel claro dentro desse fenômeno. Quando o cliente precisar daquilo que você faz, ele vai lembrar do seu nome.
Quando usar cada um